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Política

A estratégia de Ulrich Siegmund para levar a AfD ao governo estadual

Candidato combina imagem moderada, nostalgia da Alemanha Oriental e propostas radicais na disputa pela liderança da Saxônia-Anhalt.

A estratégia de Ulrich Siegmund para levar a AfD ao governo estadual
Foto: Annegret Hilse/Reuters

Ulrich Siegmund tenta transformar uma imagem pública cuidadosamente controlada em uma vitória da AfD na eleição deste domingo (6) para ministro-presidente da Saxônia-Anhalt, cargo equivalente ao de governador. As pesquisas projetam mais de 40% dos votos para o partido, classificado pelos serviços de segurança alemães como de extrema direita comprovada.

Da motoneta ao governo

A campanha de Siegmund, de 35 anos, foi marcada por viagens pelo estado em uma motoneta Simson, relíquia da Alemanha Oriental. O veículo se tornou um símbolo da nostalgia explorada pela AfD, que promete recuperar referências associadas aos anos em que o russo era ensinado nas escolas e todos tinham emprego e moradia garantidos.

O partido, porém, não detalha como pretende cumprir essa promessa. Parte de seu programa é considerada inconstitucional ou está fora da competência de um estado. Entre as propostas estão deportações em massa de imigrantes em situação irregular, serviços de saúde sem estrangeiros, uma definição de família formada por homem, mulher e filhos e intervenções severas em cultura e educação.

Siegmund também afirma que respeitará o resultado das urnas. Para ele, a maioria segura exige 45 ou mais cadeiras. Os levantamentos mais recentes indicam que a AfD terá no mínimo 39 assentos. Sem maioria, militantes e integrantes de grupos extremistas podem protestar nas ruas alegando fraude.

De empresário a líder da AfD

Nascido em 1990, depois da queda do muro de Berlim, Siegmund se formou em psicologia corporativa e criou uma empresa de marketing olfativo com mais de 200 fragrâncias. Uma delas, chamada “Le Patron”, combina notas de limão, maçã verde, cravo e canela e é usada em escritórios e salas de espera.

Ele entrou na CDU aos 18 anos, quando o partido era liderado por Friedrich Merz e Angela Merkel. Em 2014, durante a crise do euro, migrou para a AfD e foi eleito deputado estadual dois anos mais tarde.

A projeção nacional veio durante a pandemia, quando criticou nas redes sociais o confinamento e as restrições sanitárias do governo federal. Em 2024, ganhou destaque entre militantes de extrema direita depois de ser identificado em uma reunião com empresários na qual se discutia a chamada reimigração, eufemismo para deportação forçada.

O plano além de Magdeburgo

Na reunião, Siegmund teria defendido parecer “um cara completamente normal, alguém com quem as pessoas pudessem se identificar” e manter decisões políticas importantes “nos bastidores”. A estratégia incluía tornar rapidamente a vida dos imigrantes na Saxônia-Anhalt pouco atrativa. Na semana passada, comerciantes de origem estrangeira alertaram para possíveis consequências dessas políticas.

O diretório estadual da AfD já considera irreversível a classificação de extrema direita, embora o partido conteste a avaliação na Justiça em âmbito federal. Integrantes da legenda são investigados por discurso de ódio, citações nazistas e desobediência à Constituição.

Se vencer, Siegmund será o primeiro político de extrema direita a chegar ao poder na Alemanha desde a Segunda Guerra. O gabinete do primeiro-ministro Friedrich Merz já discute como impedir que um eventual governo da AfD tenha acesso a segredos de Estado ou informações sensíveis da administração. Há também defesa da proscrição do partido.

Siegmund não é o nome da AfD para 2029. Aliados dizem que Berlim seria um objetivo para 2033, depois de Alice Weidel, principal figura da legenda. Para chegar a esse estágio, no entanto, ele precisa primeiro conquistar o governo da Saxônia-Anhalt.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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