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STF avalia riscos de transmissão em sessão sobre Moraes e Mendonça

Ministros temem que trechos de um julgamento marcado para terça-feira (15) sejam usados por campanhas nas redes sociais.

STF avalia riscos de transmissão em sessão sobre Moraes e Mendonça
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que a transmissão ao vivo da sessão sobre a crise entre Alexandre de Moraes e André Mendonça pode ser usada por campanhas políticas nas redes sociais. A preocupação é que trechos do julgamento sejam recortados e viralizem fora de contexto.

A sessão está marcada para terça-feira (15). Pelo menos três integrantes da corte consideram que uma eventual troca de ofensas diante das câmeras poderia prejudicar a imagem do Supremo. Um ministro classificou o encontro como uma possível “carnificina institucional”.

Alternativas para a transmissão

A equipe do presidente do STF, Edson Fachin, discutiu medidas técnicas e operacionais para lidar com o risco. Uma das possibilidades foi tentar convencê-lo a realizar a sessão de forma fechada, embora Fachin esteja inclinado a mantê-la pública. Outra ideia é ampliar o atraso entre a sessão e a transmissão, permitindo interromper o sinal caso os embates se intensifiquem.

Fachin tem recebido ministros em seu gabinete para conversas reservadas. Interlocutores do presidente afirmam que ele pediu um nível mínimo de urbanidade durante o julgamento. Na avaliação dessas pessoas, o episódio será explorado por candidatos de direita e de esquerda.

No entorno de Luiz Inácio Lula da Silva, que disputa a reeleição, a interpretação é que decisões de Mendonça tiveram como objetivo desgastar o governo e favorecer Flávio Bolsonaro, filho do presidente que indicou o ministro para o Supremo. Aliados de Lula se preparam para divulgar eventuais trechos em que Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes ou Cristiano Zanin apontem irregularidades nos métodos de investigação do relator do caso envolvendo o Master.

Apoiadores de Flávio Bolsonaro, por sua vez, pretendem explorar vídeos em que Mendonça, Kassio Nunes Marques ou Luiz Fux mencionem vínculos de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ou defendam uma investigação criminal contra o ministro.

A tensão aumentou depois que Mendonça expôs mensagens que Vorcaro teria enviado a Moraes para pedir informações sobre as investigações e perguntar se deveria fugir do Brasil. As respostas de Moraes não foram registradas. O ministro reagiu usando o inquérito das fake news para pedir que Mendonça fosse investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

O uso de um “relatório de inteligência” da Polícia Federal no pedido levou Mendonça a determinar o afastamento do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. Flávio Dino depois reintegrou Rodrigues, afirmando que a decisão de Mendonça prejudicaria a apuração sobre desvios de emendas destinadas ao filme “Dark Horse”.

Na quarta-feira (9), Fachin retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news e proibiu Mendonça de avançar em investigações com potencial de atingir integrantes da corte. Na quinta-feira (10), reuniu-se individualmente com Mendonça, Moraes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Fachin também suspendeu as decisões sobre o diretor-geral da Polícia Federal e manteve Andrei Rodrigues no cargo. O presidente do STF citou “comandos conflitantes e sobrepostos que geram lesão à ordem pública”.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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