RIO DE JANEIRO — O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) rejeitou nesta sexta-feira (11) o registro da candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) ao governo estadual. A decisão foi unânime e ainda pode ser contestada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os desembargadores consideraram que a suspensão dos direitos políticos de Garotinho, determinada por oito anos, passou a valer no ano passado. Com esse entendimento, o ex-governador ficaria impedido de disputar eleições até 2033.
A defesa sustenta que o prazo começou em 2018, quando o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) julgou procedente a acusação de improbidade administrativa. Nesse cálculo, a punição terminaria em agosto de 2026. Garotinho ainda não havia se manifestado sobre a decisão do TRE-RJ.
Condenação e eleições anteriores
A condenação está relacionada a um esquema que, segundo a promotoria, teria desviado R$ 234,4 milhões da Secretaria de Saúde para ONGs que financiaram a pré-candidatura de Garotinho à Presidência da República em 2006, quando ele estava no antigo PMDB, atual MDB.
As irregularidades teriam ocorrido durante a gestão de Rosinha Garotinho, mulher do ex-governador, que comandou o Rio de 2003 a 2006. Depois da decisão do TJ-RJ, Garotinho recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas os recursos não foram aceitos. Com o encerramento das apelações, o juiz Ricardo Cyfer determinou o cumprimento da decisão.
A restrição já havia impedido Garotinho de concorrer a governador em 2018 e a deputado federal em 2022. Em 2024, ele obteve uma liminar no STJ para disputar o cargo de vereador do Rio de Janeiro.
Na primeira pesquisa Datafolha sobre a eleição estadual, Garotinho registrou 7% das intenções de voto. Eduardo Paes (PSD) tinha 41%, e Douglas Ruas (PL), presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), aparecia com 19%.


