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Tecnologia

Sensores criados para monitorar soldados chegam a exames de crianças com câncer

Pesquisadora brasileira Ana Cláudia Arias adaptou tecnologia desenvolvida para detectar explosões a exames de ressonância magnética infantil.

Sensores criados para monitorar soldados chegam a exames de crianças com câncer
Foto: Reprodução

A tecnologia criada para monitorar soldados expostos a explosões passou a ser pesquisada para reduzir a necessidade de anestesia geral em exames de ressonância magnética de crianças, especialmente durante o tratamento de doenças como o câncer. O desenvolvimento é parte da trajetória da física brasileira Ana Cláudia Arias, que atuou em empresas de tecnologia e universidades dos Estados Unidos.

A carreira de Ana começou em uma grande empresa do Vale do Silício, na Califórnia, depois de sua formação em física. No início, recebeu do chefe autorização para dedicar parte da jornada a ideias próprias: “Eu espero que você use 20% do seu tempo para desenvolver ideias sobre as quais eu não tenho ideia.”

Do monitoramento militar à pesquisa médica

Naquele período, o governo americano financiava projetos de diferentes áreas, incluindo iniciativas ligadas ao Departamento de Defesa. Nesse ambiente, Ana desenvolveu um dispositivo para ser colocado no capacete de soldados. O equipamento reunia sensores capazes de monitorar o ambiente e identificar se os militares tinham sido expostos a explosões.

A experiência foi usada em projetos posteriores. Ana abriu uma empresa de sensores para a agricultura, com aplicações voltadas à medição de condições como luz e água no campo. Depois, foi contratada como pesquisadora da Universidade de Berkeley, onde criou um laboratório.

No laboratório, decidiu aplicar na medicina o conhecimento obtido com os sensores do projeto militar. Com os alunos, passou a desenvolver uma tecnologia para exames de ressonância magnética de crianças, com foco em situações nas quais o procedimento é realizado durante o tratamento de doenças como o câncer.

O sistema segue o mesmo princípio dos sensores anteriores, mas foi adaptado para uma aplicação médica. A tecnologia é produzida no próprio laboratório com uma impressora, o que reduz a dependência de componentes fabricados na China.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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