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Tecnologia e altitude ampliam período da colheita de poncan no Espírito Santo

Produtores de Domingos Martins combinam maquinário, monitoramento e clima de altitude para colher tangerinas também na entressafra.

Tecnologia e altitude ampliam período da colheita de poncan no Espírito Santo
Foto: Reprodução/TV Gazeta

Produtores de tangerina poncan em Domingos Martins, na Região Serrana do Espírito Santo, estão usando tecnologia e características do clima de altitude para distribuir a colheita ao longo do ano. Enquanto a safra padrão termina em julho para parte dos agricultores, propriedades localizadas em áreas mais altas iniciam o trabalho mais tarde, inclusive em agosto e setembro.

A estratégia também ajuda a enfrentar a falta de trabalhadores temporários e pode melhorar a remuneração obtida pelos produtores. Domingos Martins é o principal polo de produção da fruta no estado. No ano passado, o município registrou quase 15 mil toneladas, o equivalente à metade da safra capixaba de tangerina poncan, conforme dados da Secretaria de Agricultura do Estado (Seag).

Máquinas reduzem tempo de manejo

No distrito de Aracê, equipamentos modernos têm sido usados para reduzir a dependência da mão de obra. Os produtores também recorrem à chamada camisada, sistema de ajuda mútua entre vizinhos e amigos.

O agricultor Sandro Salvador cultiva 3.000 plantas em uma área de 4 hectares. A colheita começou em julho, e a estimativa é obter entre 3.000 e 4.000 caixas nesta safra. Para aplicar produtos na lavoura, ele trocou a pulverização manual por um equipamento acoplado ao trator, conhecido como jatão.

“Coisa que a gente gastava três a quatro dias, hoje estou gastando nem meio dia, eu consigo fazer”, afirmou Sandro. Segundo especialistas, a maior velocidade na pulverização e na nutrição foliar contribui para o controle de pragas. Em março, o excesso de chuvas dificultou a circulação manual nas plantações e provocou a queda de frutos antes do tratamento.

Altitude define o calendário

As propriedades de Domingos Martins estão entre 700 e mais de 1.000 metros de altitude. Nas áreas mais baixas, a colheita começou no final de maio. Já nas lavouras acima de 1.000 metros, teve início apenas em meados de agosto.

Técnicos agrícolas explicam que o frio reduz a velocidade da atividade fisiológica das plantas e prolonga o desenvolvimento da fruta. Com isso, a tangerina permanece no pé por mais tempo e em condições saudáveis. O clima, porém, pode alterar o prazo: períodos secos e quentes favorecem a extensão da colheita, enquanto as chuvas podem antecipá-la para evitar o apodrecimento.

No limite entre Domingos Martins e Venda Nova do Imigrante, José Rubens começou a colher em agosto, em uma propriedade situada a mais de 1.000 metros de altitude. Para manter os frutos nos galhos, ele monitora a mosca-da-fruta com armadilhas de feromônio e aplica fungicida ou inseticida quando necessário.

Depois da colheita, as tangerinas passam por triagem e são separadas em Padrão 1, Padrão 2 e Poncan Mista, além da classificação por tamanho. José Rubens também mantém árvores antigas com características genéticas que atrasam a maturação. Essas plantas podem produzir a partir de setembro, quando a maior parte dos produtores já encerrou a colheita, período em que, segundo ele, a fruta alcança preço superior.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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