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Anvisa autoriza medicamento semanal com insulina e semaglutida

Kyinsu é indicado para adultos com diabetes tipo 2 que não obtêm controle adequado com insulina basal ou agonistas de GLP-1.

Anvisa autoriza medicamento semanal com insulina e semaglutida

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Kyinsu, medicamento da Novo Nordisk que combina insulina icodeca e semaglutida em uma única injeção semanal. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (28).

O medicamento recebeu aprovação em seis apresentações e é indicado para adultos com diabetes tipo 2 que não alcançam controle adequado da doença com insulina basal ou com agonistas do receptor de GLP-1, como a semaglutida.

Segundo a Anvisa, o Kyinsu é o primeiro medicamento a reunir, em dose fixa e aplicação semanal, uma insulina basal e um agonista do receptor de GLP-1. A aprovação foi baseada em três estudos clínicos de fase 3 do programa Combine, que envolveram 2.500 adultos com diabetes tipo 2 em diferentes etapas do tratamento.

Nos estudos, a combinação reduziu mais a glicemia do que a insulina icodeca e a semaglutida administradas separadamente. Também esteve associada a maior perda de peso e a até 88% menos episódios de hipoglicemia significativa ou grave. A segurança e a tolerabilidade foram semelhantes às já observadas com cada componente isolado.

O endocrinologista Júlio Américo Batatinha, doutorando no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, explica que os medicamentos têm ações complementares. A insulina atua no controle da glicose entre as refeições e durante o sono. A semaglutida age principalmente depois das refeições e também contribui para o controle do peso.

“A combinação em uma única aplicação semanal une mecanismos complementares”, afirma Batatinha. Para ele, o tratamento reduz o número de injeções e pode atenuar o ganho de peso e a hipoglicemia associados à intensificação do uso de insulina isolada.

A endocrinologista Fernanda Parra ressalta que a aprovação não significa que todos os pacientes com diabetes devam usar os dois componentes. A indicação depende do quadro clínico, do controle da glicemia, dos tratamentos já utilizados e dos objetivos de cada paciente.

No Brasil, 16,6 milhões de adultos vivem com diabetes, segundo o Atlas do Diabetes da IDF (Federação Internacional de Diabetes). O país ocupa a sexta posição mundial em número de casos.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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