Um bebê de 8 meses foi encontrado sozinho no apartamento onde a médica Gassi foi assassinada no Paraná. A criança estava chorando quando um familiar da vítima chegou ao imóvel, depois de ser avisado sobre o crime, e arrombou a porta. O corpo da médica apresentava sinais de esfaqueamento.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou a morte. Conforme o boletim de ocorrência, três facas estavam ao lado do corpo. A Polícia Militar do Paraná informou que o bebê não tinha ferimentos. Não há informação sobre quanto tempo a criança permaneceu sozinha.
Quando a PM chegou ao endereço, o bebê já estava com familiares. O suspeito, identificado como João, havia deixado o local e dirigido sozinho até o pátio da casa de uma familiar em Mandaguari, a 32 quilômetros de Maringá. Moradores acionaram a polícia depois de vê-lo com diversos ferimentos.
Prisão do suspeito
Em depoimento à Polícia Civil, policiais militares afirmaram que João confessou à familiar ter matado Gassi. A mulher também foi ouvida pelo delegado e relatou que o homem não explicou o crime em detalhes. Segundo ela, ele disse apenas que havia sufocado e matado a esposa.
Os agentes encontraram João dentro do carro, com machucados no pescoço. Ele recebeu voz de prisão em flagrante por feminicídio e foi internado em um hospital, sob escolta policial.
Vítima trabalhava em unidade de saúde
Gassi era médica da Unidade Básica de Saúde Nova Aliança, em Sarandi, a sete quilômetros de Maringá. Ela e o suspeito eram servidores públicos.
Em nota de pesar, o município de Sarandi lamentou a morte da servidora e manifestou repúdio a toda forma de violência contra as mulheres.



