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Câmeras registram discussões antes de mulher ser morta e filha ferida em MT

Imagens mostram conflitos por dinheiro, retirada de faca da cozinha e momentos após ataques contra Gleici e a filha do casal.

Câmeras registram discussões antes de mulher ser morta e filha ferida em MT
Foto: Reprodução

LUCAS DO RIO VERDE (MT) — Câmeras de segurança registraram discussões entre o engenheiro Daniel Bennemann Frasson e a terapeuta capilar Gleici Keli Geraldo de Souza nos dias anteriores à morte dela, em junho de 2025. A filha do casal, de 7 anos, também foi esfaqueada enquanto dormia, mas sobreviveu.

As imagens mostram que os conflitos estavam relacionados a questões financeiras e aos bens do casal, conforme o advogado Rodrigo Pouso, que representa os familiares de Gleici. Em um dos momentos, Daniel aparece abalado e chorando. Outro registro exibe uma mensagem enviada pela irmã dele, orientando Gleici a esconder as facas da residência.

Na manhã de 24 de junho de 2025, Daniel circula pela casa antes de ir até a cozinha. Depois, pega uma faca e segue para o quarto onde Gleici estava. De acordo com informações registradas no processo, a vítima sofreu cerca de 16 golpes.

Após deixar o quarto com sangue nas mãos e nos braços, o engenheiro aparece caminhando pela sala. Em seguida, retorna a outro cômodo, onde a filha dormia. A menina foi ferida e permaneceu 22 dias internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Familiares chegaram à residência, acalmaram Daniel e retiraram a criança do local. A divulgação dos vídeos ocorre durante a tentativa de levar o caso a julgamento. Segundo Rodrigo Pouso, os registros devem ser apresentados à Justiça como elementos para a análise do processo.

Exames sobre a capacidade mental

Um exame da Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec-MT) indicou que Daniel poderia ser considerado inimputável no momento do crime. A classificação significa que ele poderia não ter plena capacidade de entender que o ato era ilegal. Preso desde o crime, ele foi levado para uma clínica de recuperação após o exame.

A conclusão é contestada pelo Ministério Público e pela família de Gleici. O advogado afirma que a homologação do primeiro laudo foi anulada e que um novo exame foi feito por três peritos. A Justiça ainda analisará os resultados para decidir se Daniel pode ou não ser considerado inimputável.

A família também questiona uma disputa sobre o patrimônio deixado por Gleici. Conforme o representante dos familiares, parentes de Daniel conseguiram sua interdição em outra comarca depois do crime. Mais tarde, teria sido apresentado, em nome do acusado, um pedido no inventário para que ele recebesse metade dos bens e dos valores obtidos com aluguéis.

O episódio é usado pelo advogado para contestar a alegação de que Daniel não teria condições de compreender os próprios atos. A capacidade mental do acusado ainda será definida pela análise dos exames periciais e das demais provas do processo.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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