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A ciência não encontrou feromônio humano após décadas de pesquisa

Prática da machosfera abandona hábitos de higiene com a expectativa de provocar atração automática, mas acumula bactérias, não feromônios.

A ciência não encontrou feromônio humano após décadas de pesquisa
Foto: Innervisionpro/Adobe Stock

A promessa do pheromone-maxxing se apoia em uma hipótese que a ciência não confirmou: a de que o odor natural do corpo poderia provocar atração automática em mulheres. Depois de mais de 60 anos de pesquisa, nenhum feromônio humano foi encontrado.

A prática é divulgada por influenciadores da machosfera e consiste em deixar o cheiro corporal se intensificar antes de encontros. Para isso, adeptos deixam de tomar banho, dispensam o desodorante e usam roupas levemente encardidas. Em relatos sobre versões mais extremas, há quem vista peças sujas de propósito.

De onde vem a tendência

O nome pheromone-maxxing remete à ideia de maximizar feromônios. O conceito surgiu dentro do looksmaxxing, conjunto de práticas que promete tornar homens mais atraentes. A proposta trata o corpo como um projeto a ser otimizado, com métricas a atingir, e encara a rejeição como uma falha técnica que precisaria ser corrigida.

O looksmaxxing circulava em fóruns incel, chegou ao TikTok e passou a ser difundido por influenciadores da machosfera, ecossistema que também propaga o discurso redpill. Dentro dessa lógica, o pheromone-maxxing aparece como uma alternativa sem custo para a promessa de transformação: não depende de academia nem de procedimento estético.

O argumento dos adeptos parte da existência de substâncias químicas que, em diferentes espécies animais, podem desencadear respostas comportamentais. No caso humano, porém, a falta de higiene favorece o acúmulo de bactérias, não de feromônios comprovados.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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