Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,13 · Euro R$ 5,95 · Ibovespa 185.147 +0,00%
A economia explicada todos os dias
Brasil

Cinco animais curiosos registrados em Serra do Navio, no Amapá

Perereca-de-vidro, rã-kambô e lagarta-cristal estão entre os animais observados no bioma Amazônia.

Cinco animais curiosos registrados em Serra do Navio, no Amapá
Foto: Wirley Almeida/Arquivo pessoal

Registros feitos no município, no noroeste do Amapá, mostram cinco animais raros ou curiosos do bioma Amazônia. A lista reúne espécies que se destacam pela aparência, pela coloração ou pelo comportamento, incluindo uma ocorrência inédita para a ciência brasileira.

Cerca de 73% do território do Amapá é formado por unidades de conservação, áreas protegidas, territórios indígenas e quilombolas. A cobertura ambiental preservada favorece a existência de animais que raramente são vistos na natureza.

Espécies registradas

A perereca-de-vidro (Cochranella resplendens) tem pele translúcida, que permite observar parte dos órgãos internos, e mede entre 2 e 5 centímetros. Pesquisadores da Universidade Federal do Amapá (Unifap), com apoio do guia e fotógrafo Wirley Almeida, registraram a primeira ocorrência da espécie no Brasil. Antes disso, o animal era conhecido no Equador, na Colômbia e no Peru.

Wirley encontrou o animal no quintal de casa, em 2020. Após enviar a imagem a um professor, uma equipe com cerca de 30 alunos foi a Serra do Navio e procurou a espécie por dois dias até coletar seu DNA. “Eu encontrei em 2020 e tirei foto, enviei para um professor especialista da área aqui no estado”, contou o fotógrafo.

A rã-kambô (Phyllomedusa bicolor) apareceu em um registro de amplexo múltiplo, comportamento reprodutivo em que mais de um macho se prende à mesma fêmea. O fenômeno é mais comum nos meses de chuva.

Com cerca de cinco milímetros, a cigarrinha-ninfa, da família Fulgoromorpha, desenvolve estruturas de cera na parte traseira durante a fase juvenil. Os fios podem se romper quando um predador ataca, permitindo a fuga do inseto. Uma das primeiras aparições foi registrada em 2012, no Suriname.

A cobra-cega, da família Typhlopidae, vive sob a terra, entre folhas ou em matéria orgânica. Por ter corpo cilíndrico e poucos centímetros, pode ser confundida com uma minhoca. Já a lagarta-cristal, da família Dalceridae, tem corpo translúcido, com tons de âmbar e laranja, e mede cerca de 1 a 2 centímetros. Depois da fase de lagarta, transforma-se em uma mariposa.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.