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Estudante da Ueap desenvolve iogurte de açaí com xilitol

Protótipo foi criado em disciplina de Tecnologia em Alimentos e está em fase de ajustes no laboratório.

Estudante da Ueap desenvolve iogurte de açaí com xilitol
Foto: Reprodução

Uma estudante de Engenharia Química da Universidade do Estado do Amapá (Ueap) desenvolveu um protótipo de iogurte de açaí sem adição de açúcar. A receita usa xilitol, adoçante natural extraído de fibras de plantas e frutas, e foi pensada para atender pessoas com diabetes.

O projeto surgiu na disciplina de Tecnologia em Alimentos, a partir de um desafio para criar um produto alimentício com matéria-prima regional. A escolha do açaí levou em conta a aceitação do fruto no Amapá e a busca por opções que possam ser consumidas por pessoas que precisam evitar açúcar.

A autora do trabalho, Elisa Viana, disse que a ideia também foi influenciada pela experiência de sua família. “Minha avó tem diabetes e gosta muito de doces e iogurtes”, afirmou. Segundo ela, é difícil encontrar produtos que possam ser consumidos sem riscos.

Testes e ajustes

O iogurte já está próprio para consumo, mas ainda passa por testes em laboratório. A equipe avalia mudanças na aparência e no sabor antes de avançar no desenvolvimento.

Foram testadas cerca de cinco formulações, que receberam retornos positivos. A coloração atual resulta da oxidação natural do açaí. Como algumas pessoas confundem o tom com chocolate ou interpretam a aparência como sinal de que o produto estragou, os pesquisadores estudam usar corantes naturais para fazer ajustes.

O xilitol foi escolhido no início do projeto porque a proposta era desenvolver um alimento 100% natural. O produto faz parte de uma lista de derivados do açaí no Amapá que também inclui café, tinto e sorvete.

Possível produção comercial

Para levar o iogurte aos supermercados, Elisa busca parcerias com empresas privadas. O professor de Engenharia Química da Ueap João Antônio Pessoa afirmou que o produto tem potencial de mercado, mas ainda precisa de investimento para concluir os testes e garantir que seja 100% seguro para o consumidor.

A universidade, segundo o docente, incentiva a criação de novos alimentos e já tem empresas originadas de pesquisas acadêmicas.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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