São Paulo, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,92 · Ibovespa 183.828 -0,00%
A economia explicada todos os dias
Brasil

Como falar sobre a morte por suicídio de alguém próximo

Resposta de terapeuta sugere preparar frases, preservar limites e lembrar a pessoa para além das circunstâncias da morte.

Como falar sobre a morte por suicídio de alguém próximo
Foto: Marta Monteiro/NYT

A pessoa que perdeu o companheiro por suicídio há um ano não sabe como responder quando perguntam o que aconteceu ou como terminou seu último relacionamento. Ela quer falar sem revelar detalhes além do que deseja, sem chorar e sem expressar raiva da família dele.

A terapeuta afirma que esse tipo de luto costuma ser acompanhado por perguntas sem resposta e pelo estigma social. A busca por explicações no histórico familiar, na infância, em possíveis diagnósticos e nos últimos dias do companheiro pode ajudar a organizar a experiência, mas não necessariamente permite compreender todos os motivos que levaram à morte.

Por isso, a orientação é aceitar a possibilidade de existir uma lacuna entre o que foi descoberto e aquilo que pode ser plenamente conhecido. Essa incerteza pode reduzir a pressão para explicar o ocorrido e permitir que a pessoa se concentre em honrar a memória do companheiro.

Respostas de acordo com a proximidade

Para alguém com quem não há intimidade, uma resposta breve pode ser suficiente: “No ano passado, ele morreu inesperadamente”. Se a pessoa quiser mencionar a causa, pode dizer: “No ano passado, ele morreu por suicídio. Sinto muita falta dele e estou tentando elaborar tudo isso”.

Perguntas sobre depressão, conhecimento prévio ou sobre como a morte aconteceu não precisam ser respondidas. Uma alternativa é afirmar que o assunto tem sido difícil e que prefere não entrar em detalhes. Com pessoas próximas, pode haver espaço para falar sobre o luto, sobre o que era amado no companheiro e sobre o impacto da morte.

A terapeuta também diz que chorar não significa revelar informações demais. O objetivo não deve ser relatar a perda sem emoção, mas escolher o que será compartilhado sem fingir que a tristeza não existe.

Embora a família tenha decidido como o companheiro seria enterrado, ela não é a única que pode definir como ele será lembrado. Uma cerimônia própria pode reunir pessoas que o amavam, preservar histórias e falar sobre quem ele era e sobre a vida dos dois. O silêncio da família não precisa determinar essa lembrança.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.