Leitores se dividiram sobre o veto de Lula às bets, anunciado a nove dias das eleições. Hans Rauschmayer, do Rio de Janeiro, classificou a decisão como necessária diante dos impactos na sociedade. Wallace Marques, de Barueri (SP), avaliou que a medida pode prejudicar o governo por ter sido tomada nesse momento.
Guilherme Rodrigues, também do Rio de Janeiro, afirmou que a regulamentação feita durante o governo Lula não foi suficiente para conter o endividamento das famílias e a perda de patrimônio com as apostas. Para ele, o setor prejudica a economia e contribui para a redução do consumo, apesar do menor índice de desemprego da história do país. Rodrigues defendeu a proteção das famílias e da economia.
Carolina Real, do Rio de Janeiro, relatou ter visto pessoas apostando compulsivamente no ônibus e pediu o fim das bets.
Críticas a investigações e ao sistema político
Comentários sobre o Conselho do MPF e o caso Master também receberam críticas. Rodrigo Jacobauskas, de São Paulo, defendeu a saída de Gonet. Antonio Ivair Arrais, de Brasília, questionou o voto decisivo de um conselheiro apontado como irmão do ministro Flávio Dino e mencionou relações políticas envolvendo Dino, o procurador-geral da República e Lula.
Ao comentar uma crônica sobre o STF, Sergio Boccia, de São Paulo, afirmou que o sistema político está doente e que mudanças externas não resolveriam problemas de caráter. Ormina de Almeida Ferreira, de Salvador, elogiou o texto e o trabalho do cronista Ruy Castro.
Mensagens atribuídas a Davi Alcolumbre e Vorcaro também foram alvo de comentários. Márcia Meireles e Fernando Mesquita, ambos de São Paulo, disseram ver sinais de proximidade e levantaram dúvidas sobre o desfecho das investigações. Luis Aneris, de Passo Fundo, afirmou que a corrupção alcança a República.
Previdência e prioridades nacionais
José Mota, de Caculé, defendeu mudanças na Previdência e maior fiscalização na concessão de benefícios do INSS. Segundo ele, a reforma é um tema delicado por poder reduzir votos, mas a revisão dos critérios seria necessária.
No debate sobre a disputa entre Flávio e Lula em torno de Nossa Senhora Aparecida, Marcos Fernando Dauner, de Joinville, disse que o país deveria priorizar saúde, saneamento, educação e infraestrutura, incluindo rodovias, ferrovias e portos. Para ele, a religião praticada por cada brasileiro pertence à esfera pessoal e íntima.



