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Mapa digital conecta romances de Machado de Assis a endereços do Rio

Projeto de C.S. Soares reúne pontos ligados aos livros e à vida do escritor, além de calendário e dicionário de personagens.

Mapa digital conecta romances de Machado de Assis a endereços do Rio
Foto: Reprodução e Divulgação/Faculdade Zumbi dos Palmares

O Rio de Janeiro da ficção e da vida de Machado de Assis ganhou um mapa digital com endereços associados a romances, personagens e episódios da trajetória do escritor. A ferramenta, chamada “Rio de Machado”, integra projetos on-line desenvolvidos pelo biógrafo C.S. Soares.

Machado de Assis (1839-1908) é apresentado no conjunto como um autor profundamente ligado à cidade. O mapa permite localizar espaços que aparecem nas obras e consultar uma breve explicação histórica sobre cada ponto, inclusive quando o local já não existe.

A plataforma reúne 98 marcações, entre ruas, praias, teatros, praças e igrejas. A busca pode ser feita pelo nome do lugar ou pelo livro que o leitor está lendo. Em “Quincas Borba”, por exemplo, aparecem o Largo do Paço — denominação usada na época para a área em frente ao atual Paço Imperial — e a Rua Direita, hoje chamada Primeiro de Março. Os dois endereços são mencionados pelo personagem Quincas Borba ao narrar uma história.

Do nascimento ao Cosme Velho

O aplicativo também acompanha mudanças de endereço na vida do escritor. O percurso começa no Morro do Livramento, na atual Zona Portuária do Rio, e avança por outros pontos até o Cosme Velho.

Entre as marcações estão a Rua do Ouvidor, frequentada por Machado e por escritores do Rio oitocentista; o Engenho Novo, citado em “Dom Casmurro”; o Catete, presente em “Dom Casmurro”, “Esaú e Jacó” e “Memorial de Aires”; e a Rua de Mata-cavalos, atual Riachuelo, também relacionada a “Dom Casmurro”.

A iniciativa faz parte de um conjunto que inclui ainda “Machado hoje”, calendário com acontecimentos da vida do escritor distribuídos pelos dias do ano, e um dicionário de personagens do universo machadiano.

Soares afirma que os projetos nasceram de informações reunidas durante a preparação de “O filho do inverno”, biografia publicada pela Ação Editora. O livro tem 640 páginas e acompanha a vida de Machado desde o nascimento até “Memórias póstumas de Brás Cubas”; uma continuação está prevista para breve.

“Foram 20 anos praticamente estudando Machado”, diz o biógrafo. Segundo ele, o material acumulado deu origem a um banco de dados e, depois, a aplicativos, sites e páginas que podem formar um portal dedicado ao escritor.

Para Soares, a relação entre Machado e o Rio é central porque o autor atuou como cronista da cidade desde jovem. Essa conexão orientou as informações históricas e as contextualizações apresentadas no mapa.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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