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Menino de três anos morre após parede desabar em casa de bisavó

Rafael Raposo de Almeida foi atingido enquanto brincava com o irmão gêmeo; Polícia Civil abriu inquérito para apurar o caso.

Menino de três anos morre após parede desabar em casa de bisavó
Foto: Redes sociais

Rafael Raposo de Almeida, de três anos, morreu depois de ser atingido por parte da parede de uma construção vizinha à casa da bisavó, em São Francisco, na segunda-feira (7). Ele brincava no quintal com o irmão gêmeo, que teve escoriações no pé.

O tio Gleison Queiroz disse que a família está profundamente abalada. “A mãe tá sem chão, não aguenta mais tanta dor”, afirmou.

Geralda Fernandes, que estava no local, relatou ter ouvido um barulho e, em seguida, os gritos da bisavó. Ela contou que correu até a casa, chamou um vizinho e o viu entrar para prestar socorro às crianças.

Investigação

A Polícia Militar foi acionada no hospital onde os irmãos foram atendidos. Segundo a tenente Bruna Rocha, os dois foram atingidos pelo desabamento de parte da parede da construção vizinha. Rafael não resistiu aos ferimentos, apesar das tentativas de reanimação.

A equipe da PM também esteve no imóvel e confirmou a queda de parte da estrutura. A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou inquérito e informou que o caso é apurado inicialmente sob a hipótese de homicídio, considerando a dinâmica apresentada. Um laudo pericial foi solicitado, e intimações foram emitidas.

O proprietário da obra informou, por telefone, que se reuniria com o departamento jurídico da empresa para preparar uma nota. Até a última atualização, porém, o posicionamento não havia sido encaminhado.

Condições da obra

O superintendente da Defesa Civil Municipal, Romenig Barbosa Martins, afirmou que a parede não foi construída de forma adequada. Segundo ele, a estrutura tinha muros muito altos e apresentava risco real de desabamento. A chuva e o vento também podem ter contribuído para a queda.

A obra usava uma estrutura mista de ferragem e alvenaria. Conforme Romenig, primeiro deveria ter sido montada a parte metálica e, depois, levantadas as paredes. Na construção, a ordem teria sido invertida.

Até a tarde de terça-feira, a Defesa Civil não havia tido acesso ao alvará de construção nem à autorização para a obra. O órgão informou que finalizava seus laudos e havia recebido o documento elaborado pelo engenheiro.

A obra foi interditada, e a Defesa Civil orientou as pessoas a não circularem pelo quintal. O órgão ainda avaliaria, com a empresa, se o local seria demolido, permaneceria interditado ou receberia travamentos adequados.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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