RIBEIRÃO PRETO — Ribeirão Preto, Franca, Sertãozinho e Barretos concentram 50,6% da população estimada para as 66 cidades da região de Ribeirão Preto e Franca em 2026. Juntos, os quatro municípios têm 1.361.040 habitantes, enquanto o total regional chega a 2,69 milhões de moradores, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no fim de agosto.
Ribeirão Preto lidera a lista, com 734.538 habitantes, o equivalente a 27,3% da população regional. Franca aparece em seguida, com 366.534 moradores (13,6%). Sertãozinho tem 132.692 habitantes (4,9%), e Barretos, 127.276 (4,7%).
Concentração populacional
O levantamento do IBGE reúne estimativas para todos os municípios brasileiros. Na área analisada, as quatro cidades respondem por mais da metade dos habitantes. Ribeirão Preto, sozinha, representa mais de 25% do total regional.
Para o urbanista Marco Castro, a expansão de municípios já populosos está relacionada à atração de investimentos e serviços. “As cidades menores não têm atrativo para a pessoa abrir um shopping, abrir um comércio grande”, afirmou.
Além de apresentarem as maiores populações estimadas, Ribeirão Preto, Franca, Sertãozinho e Barretos recebem diariamente moradores de municípios menores próximos. Castro afirma que essas cidades podem exercer a função de polos de lazer, comércio e serviços, enquanto os municípios vizinhos assumem características de cidades-satélites ou cidades-dormitórios.
A cidade-dormitório é definida por uma função socioeconômica: seus moradores vivem em um município e trabalham em outro. Já cidade-satélite é um conceito urbanístico e administrativo para um núcleo urbano próximo a uma metrópole, que pode ou não ter essa função.
Segundo Castro, parte dos moradores procura cidades maiores por causa da concentração de renda, trabalho e infraestrutura. Ele citou o caso de Dumont, onde uma pessoa pode morar e trabalhar em Ribeirão Preto, mantendo custos mais baixos de habitação.
Dados da Amostra de Deslocamento para Trabalho, baseada no Censo Demográfico 2022 do IBGE, indicam que cidades próximas aos quatro maiores municípios têm taxas de até 43% de moradores que trabalham fora do próprio município.



