RIO BRANCO — O Parque Zoobotânico da Universidade Federal do Acre (Ufac) abriga uma área de 115 hectares de floresta tropical dentro de Rio Branco. Maior área verde no perímetro urbano da capital, o espaço é usado por pesquisadores, estudantes e visitantes para atividades de pesquisa, educação e contato com a floresta.
A reserva reúne mais de 300 espécies de árvores e 400 de animais, que vivem soltos na área. Entre as árvores identificadas estão espécies ameaçadas de extinção, como o mogno e a ucuúba, além da castanheira e da seringueira, ligadas ao extrativismo no estado.
“Pesquisadores levantaram pelo menos 345 espécies de árvores”, explicou Harley Silva, diretor do Parque Zoobotânico. Segundo ele, o levantamento também inclui espécies importantes para a história econômica do Acre.
Na fauna, o macaco-bigodeiro é o símbolo do parque e costuma ser visto por visitantes durante caminhadas guiadas. Ao todo, mais de 400 espécies de aves e mamíferos já foram descritas na área.
Área de pesquisa e educação
O local também registrou a descoberta de uma nova espécie de anfíbio para a ciência. Para Harley Silva, o achado demonstra o potencial de pesquisa do fragmento florestal mantido pela universidade.
A área atual contrasta com o passado do terreno, que antes de ser incorporado à Ufac abrigou um seringal e foi usado como pastagem para gado. No último sábado (5), quando foi celebrado o Dia da Amazônia, o parque destacou a possibilidade de conhecer a floresta sem sair da capital.
O principal público das atividades é formado por turmas de escolas da rede básica e alunos de graduação e pós-graduação. O Parque Zoobotânico também recebe outros grupos da comunidade.
Para fazer uma visita guiada, é necessário enviar uma solicitação prévia ao e-mail [email protected].



