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Petróleo supera US$ 107 com avanço de rebeldes no Iêmen

Tomada de Moca pelos Houthis elevou a tensão sobre rotas usadas pela Arábia Saudita e pressionou a oferta de petróleo.

Petróleo supera US$ 107 com avanço de rebeldes no Iêmen
Foto: Jornal Nacional/Reprodução

O petróleo fechou acima de US$ 107 nesta quinta-feira (10), após rebeldes Houthis tomarem a cidade portuária de Moca, no Iêmen, e ameaçarem navios da Arábia Saudita. O barril não atingia esse nível desde maio de 2026, quando chegou a US$ 114.

A escalada ocorreu durante o prolongamento do conflito entre Estados Unidos e Irã. Aliados do Irã, os Houthis assumiram o controle de Moca, próxima ao Estreito de Bab-al-Mandeb. A área é importante para a passagem marítima que a Arábia Saudita vinha usando como alternativa ao Estreito de Ormuz.

O grupo também intensificou ataques contra a infraestrutura de energia saudita. A Arábia Saudita é a maior exportadora de petróleo do mundo, e a ofensiva aumentou a preocupação com a oferta da região.

“Em um conflito como esse, a prioridade acaba sendo a segurança nacional em detrimento da produção econômica”, disse Hugo Garbe, professor doutor de economia. Segundo ele, a produção mais recente da Arábia Saudita foi a pior desde o início dos anos 90.

Reservas e impactos

Analistas apontam que a situação atual difere do começo da guerra, quando o barril superou US$ 100. Naquele momento, os estoques ajudaram a conter o avanço dos preços. Agora, as reservas diminuíram, e o conflito passou a ameaçar diretamente a oferta.

Para Daniel Teles, sócio da Valor Investimentos, a alta decorre de uma crise de oferta, que tende a levar mais tempo para ser estabilizada. “Você acaba inflacionando de forma indireta o preço de praticamente tudo”, afirmou.

As ações da Petrobras ficaram em destaque, e o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo terminou o pregão no maior patamar em mais de quatro meses.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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