China e Estados Unidos chegaram a um consenso de oito pontos durante a visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington. O entendimento inclui um acordo tarifário de US$ 30 bilhões, equivalente a cerca de R$ 156 bilhões, segundo o Ministério das Relações Exteriores da China.
Os governos também decidiram criar um conselho comercial e manter os entendimentos obtidos em negociações anteriores em Kuala Lumpur. O anúncio foi feito depois de os dois países prorrogarem por dois meses a trégua comercial que terminaria em 10 de novembro.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que a extensão oferece mais tempo para a negociação de um acordo comercial mais amplo. A reunião entre Xi e o presidente americano, Donald Trump, durou três dias e terminou na sexta-feira (25), com demonstrações de proximidade entre os líderes, mas sem grandes avanços divulgados publicamente. Xi já havia retornado a Pequim.
Inteligência artificial e encontros internacionais
Na área de inteligência artificial, China e Estados Unidos concordaram em continuar as discussões sobre riscos e benefícios da tecnologia. Também decidiram estabelecer um canal de comunicação para tratar de incidentes relacionados à IA. A próxima rodada de conversas está prevista para novembro.
Pequim afirmou ainda considerar positivo que Washington use o termo “superinteligência” em vez de “inteligência artificial”. O ministério chinês disse que os dois países devem ampliar a troca de informações e buscar consensos conforme a tecnologia avance.
China e Estados Unidos também se comprometeram a apoiar a realização das próximas reuniões de líderes da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) e do G20. Trump e Xi indicaram que pretendem participar dos encontros organizados pelo outro país.
Na política externa, os líderes concordaram que o Irã deve cumprir o compromisso de não desenvolver armas nucleares. Também estabeleceram que nenhum país ou entidade deve cobrar taxas pela passagem em vias navegáveis internacionais.
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou que a visita abriu “um novo capítulo nas relações China-EUA” e terá impacto sobre a paz e o desenvolvimento mundial.


