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Declarações registram alta patrimonial de até 592% entre secretários de SP

Quatro dos 25 secretários tiveram aumento superior a 100%, mas pastas apontam erros nas declarações e pedem retificações.

Declarações mostram que secretários de Tarcísio dobraram patrimônio
Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

As declarações de bens divulgadas pelo governo de Tarcísio de Freitas registram aumento patrimonial superior a 100% para quatro dos 25 secretários estaduais, na comparação entre os dados publicados em 2023 e 2025. Os números são nominais e não consideram a inflação.

A divulgação de 2025 corresponde ao exercício de 2024, com ano-base de 2023. Já os dados publicados em 2023 se referem ao exercício de 2022, com ano-base de 2021. A apresentação anual do patrimônio de autoridades é exigida por lei. As declarações de Tarcísio e do vice-governador, Felício Ramuth, ainda não foram publicadas. O governo afirma que divulgará apenas a declaração de entrada de ambos na gestão, em 2023.

Marcos da Costa, secretário da Pessoa com Deficiência, aparece com a maior variação: 592%, de R$ 956 mil para R$ 6,6 milhões. Em seguida estão Laís Vita, da Comunicação, com alta de 333%, de R$ 67 mil para R$ 291 mil; Marcelo Branco, da Habitação, com aumento de 134%, de R$ 5,26 milhões para R$ 12,3 milhões; e Guilherme Derrite, da Segurança Pública, com crescimento de 107%, de R$ 749 mil para R$ 1,55 milhão.

Contestação dos secretários

A Secretaria da Segurança Pública disse que houve uma inconsistência no patrimônio inicial informado para Derrite em 2023. Segundo a pasta, o valor correto era R$ 921,9 mil, e a correção foi solicitada à Controladoria Geral do Estado. Com o ajuste, a variação no período seria de R$ 631,2 mil. A secretaria afirmou que o crescimento é compatível com a renda anual bruta de R$ 908,4 mil, equivalente a cerca de R$ 69,8 mil mensais, e que os valores foram declarados à Receita Federal e à Controladoria Geral do Estado.

A assessoria de Marcelo Branco afirmou que não houve evolução patrimonial. Segundo a equipe, os bens passaram de R$ 8,97 milhões em 2022 para R$ 8,74 milhões em 2023, e retificações foram solicitadas porque os dados publicados conteriam erros.

A assessoria de Marcos da Costa também atribuiu o resultado a um equívoco, causado pelo uso de dados anteriores à posse. Disse que o patrimônio diminuiu durante o período em que ele ocupa a secretaria.

A Secretaria de Comunicação afirmou que a comparação usa dados desde 2021, antes do início da gestão em 2023, e considera valores pessoais anteriores ao governo. A pasta também disse que variações podem decorrer de quitação de financiamentos, dissolução de sociedades e compra ou venda de imóveis e outros bens. Segundo a secretaria, todos os patrimônios estão informados à Receita Federal e à Controladoria-Geral do Estado.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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