São Paulo, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,11 · Euro R$ 5,86 · Ibovespa 186.596 -0,00%
A economia explicada todos os dias
Economia

Polícia diz que grupo ligado a sargento aposentado cobrava até 20% ao mês

Operação prendeu 11 pessoas em Goiás e no Distrito Federal; investigação aponta ameaças, armas e movimentação de R$ 10 milhões.

Polícia diz que grupo ligado a sargento aposentado cobrava até 20% ao mês
Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Um grupo de agiotagem chefiado, segundo a Polícia Civil, pelo sargento aposentado da Polícia Militar José Luiz Silva Sá cobrava juros de até 20% ao mês. A investigação afirma que os suspeitos emprestavam dinheiro e recorriam a ameaças de morte e violência para exigir os pagamentos.

A operação prendeu 11 pessoas em Goiás e no Distrito Federal na quinta-feira (10). Os investigados devem responder por extorsão, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro. A polícia apreendeu oito carros de luxo, celulares e armas, além de bloquear bens avaliados em R$ 10 milhões.

Vídeo e suspeita de atuação financeira

Imagens divulgadas pela polícia mostram Adailton Fernandes de Oliveira sentado em um sofá ao lado de várias notas de dinheiro. Ele é apontado como o responsável pela área financeira do grupo e aparece dizendo: “Dinheiro rápido, olha a potência de Goiânia”.

A investigação ainda não informou se o vídeo foi localizado no celular de Adailton. De acordo com as autoridades, o grupo movimentou R$ 10 milhões em cerca de oito meses.

Mensagens obtidas na investigação indicam que os integrantes usavam a suposta ligação com um ex-policial para intimidar devedores. Segundo a polícia, José Luiz fazia cobranças presenciais, armado e de maneira violenta.

Origem da investigação

O caso começou no ano passado, depois que um comerciante da Feira dos Goianos pegou dinheiro emprestado e não conseguiu quitar a dívida. Ele e familiares teriam sido ameaçados pelo grupo.

A polícia pediu que pessoas que tenham tomado empréstimos dos investigados preservem as mensagens trocadas, consideradas provas do crime.

A Polícia Militar de Goiás informou que José Luiz está na reserva remunerada e não tem vínculo com o serviço ativo da corporação. A Corregedoria da PM acompanha o caso e afirmou que adotará as medidas pertinentes no momento oportuno.

A defesa do sargento e de Adailton disse que não teve acesso integral ao inquérito, que está sob sigilo. Os advogados informaram que pedirão habeas corpus para que os dois respondam em liberdade.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.