A atividade industrial da China voltou a crescer em setembro, depois de dois meses de contração. O PMI, índice de gerentes de compras que acompanha o setor, alcançou 50,1 pontos, pouco acima da linha de 50 pontos que separa expansão e retração.
Os dados foram divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONE) nesta quarta-feira (30). O resultado melhorou em relação aos índices de 49,8 em julho e 49,2 em agosto. O número também coincidiu com a previsão dos economistas consultados.
Huo Lihui, estatístico do ONE, afirmou que o resultado demonstra “que houve uma recuperação nas condições econômicas”. Em comunicado, ele também disse que “três indústrias-chave mostram uma rápida expansão”: fabricação de equipamentos, produção de alta tecnologia e bens de consumo.
O governo chinês tenta sustentar o ritmo da economia diante das divergências comerciais com Washington e da crise persistente no setor imobiliário, que afetou os consumidores.
Na segunda-feira (28), Pequim anunciou “um pacote de medidas políticas graduais, pragmáticas e eficazes” para apoiar a atividade. Entre as ações estão subsídios hipotecários e maior apoio do banco central.
As exportações, impulsionadas pela demanda externa por produtos eletrônicos para inteligência artificial, ajudam a compensar a fragilidade do consumo interno.



