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Disputa sobre jogos físicos cresce antes do fim dos discos no PlayStation

Diretor da Gamer Hut diz que oferta limitada de cópias físicas influencia a migração dos jogadores para o digital.

Disputa sobre jogos físicos cresce antes do fim dos discos no PlayStation
Foto: Reuters

A decisão da Sony de encerrar a distribuição de jogos físicos para PlayStation a partir de janeiro de 2028 provocou críticas de jogadores e abriu uma disputa sobre a real preferência do público. Para Ricardo Vieira, diretor comercial da Gamer Hut, a migração para o formato digital é influenciada pela oferta limitada de discos, e não apenas por uma escolha espontânea dos consumidores.

Em comunicado publicado no blog oficial da PlayStation, a Sony afirmou que todos os jogos lançados para seus consoles, incluindo eventuais gerações futuras, deixarão de ser disponibilizados em mídia física. A empresa justificou a mudança pela adaptação às tendências de consumo e declarou que a preferência geral por mídias digitais supera significativamente a demanda por discos.

A Sony também informa em seus balanços que cerca de 80% das vendas já são digitais. Vieira contesta a interpretação desse número porque o cálculo inclui DLCs, conteúdos extras vendidos somente pela internet, além de jogos que não têm versão física. Para ele, essa composição distorce a leitura sobre a preferência dos consumidores. “É uma manipulação de dados e uma ineficiência do distribuidor”, afirma.

Discos ainda representam parcela relevante

Dados da Ampere Analysis sobre “Resident Evil Requiem” mostram que as cópias físicas superaram as digitais na França, com 55%, e no Japão, com 51%, entre fevereiro, mês de lançamento, e o fim de junho. Na Austrália, os discos representaram 43% das vendas; no Reino Unido, 40%.

Nos Estados Unidos, a participação da mídia física foi de 22%. Ainda assim, os estoques se esgotaram rapidamente em vários varejistas, o que Vieira considera um sinal de falha na distribuição.

O executivo atribui esse tipo de escassez à política de “estoque zero”, pela qual são produzidos apenas os discos considerados necessários para evitar encalhe. A estratégia pode dificultar a compra do produto e estimular a atuação de scalpers, que adquirem unidades em grande quantidade para revendê-las por preços maiores.

Vieira também cita a pré-venda do remake de “The Legend of Zelda: Ocarina of Time” para Nintendo Switch 2. A Gamer Hut estimou a tiragem inicial de forma conservadora, mas vendeu cerca de 6.300 unidades em três minutos.

O diretor reconhece que a mídia física pode deixar de existir no futuro, especialmente porque jogadores mais jovens parecem dar menos importância ao formato. No entanto, afirma que abandonar o mercado neste momento pode prejudicar a indústria e fortalecer a pirataria.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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