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Economia

McDonald’s mira participação maior no mercado global de frango até 2030

A rede pretende elevar em 1,5 ponto percentual sua fatia no fast-food de frango e anuncia mudanças no cardápio e nas lojas.

McDonald’s mira participação maior no mercado global de frango até 2030
Foto: AFP

O McDonald’s estabeleceu a meta de aumentar em 1,5 ponto percentual, até 2030, sua participação no mercado global de fast-food de frango. A empresa estima que hoje detenha cerca de 10% desse segmento e mais de 40% do mercado de hambúrgueres de carne bovina.

A estratégia ocorre em um momento de crescimento fraco das vendas, queda no fluxo de clientes nos Estados Unidos e recuo de quase 20% nas ações da companhia. No segundo trimestre, as vendas nas mesmas lojas no país avançaram 0,8%, abaixo das altas de pelo menos 1,5% registradas nas divisões internacionais.

Frango ganha espaço no setor

Jill McDonald, diretora global de experiência em restaurantes do McDonald’s, afirmou a investidores que as vendas anuais de frango no fast-food somam US$ 130 bilhões (R$ 673 bilhões) nos dez maiores mercados e crescem 5% ao ano. As vendas de carne bovina chegam a US$ 50 bilhões (R$ 258,4 bilhões), com expansão anual de 3%.

A demanda global por frango superou a de carne bovina nos últimos anos. Nos Estados Unidos, o preço da carne moída subiu mais da metade desde 2021. A empresa também citou a versatilidade do frango e sua condição de proteína magra como fatores associados à preferência de consumidores preocupados com a saúde.

O McDonald’s lançou frango com empanamento feito à mão em 10 mil restaurantes na Ásia e testa o produto nos Estados Unidos e na Irlanda. Danilo Gargiulo, analista do Bernstein, afirmou que o preparo dentro das lojas exige mais mão de obra, equipamentos especializados e cuidados adicionais com segurança alimentar.

A companhia também ajustou processos para seus produtos de frango, incluindo os Chicken McNuggets, que geram US$ 15 bilhões (R$ 77,5 bilhões) em vendas anuais. As mudanças envolvem o tempo de cozimento, as configurações das fritadeiras e o volume de óleo.

A expansão de sanduíches e wraps de frango coloca a rede em competição mais direta com Chick-fil-A e Raising Cane’s. O movimento também busca responder aos gastos mais contidos de consumidores de baixa renda, público do qual a empresa depende.

Mudanças no plano para franqueados

A empresa definiu ainda a meta de ampliar em 1,5 ponto percentual sua participação nas vendas de bebidas. A categoria inclui refrescos, “dirty sodas” e outras bebidas coloridas que ganharam espaço nas redes sociais.

Chris Kempczinski, presidente-executivo do McDonald’s, disse que o crescimento do setor está mudando e que a companhia precisará conquistar participação maior enquanto a inflação permanecer elevada. As metas foram apresentadas em Chicago, durante o primeiro evento com investidores da empresa em quase três anos. As ações recuaram 5,3% nas negociações do meio do dia.

A estratégia inclui melhorias nos cardápios, reformas de lojas, integração do marketing às redes sociais e a criadores de conteúdo e mudanças no atendimento. A empresa também pretende implementar uma plataforma de inteligência artificial generativa, com um assistente de voz capaz de receber pedidos em tempo real em inglês e espanhol nas pistas de drive-thru.

Os franqueados receberão cerca de US$ 8,5 bilhões (R$ 43,9 bilhões) em apoio do McDonald’s ao longo da próxima década. O valor será usado para ajudar na implementação do plano, além das reformas financiadas pelos próprios operadores.

A rede também acompanha a expansão dos medicamentos para perda de peso da classe dos GLP-1. Skye Anderson, presidente do McDonald’s nos Estados Unidos, afirmou que cerca de 84% dos lares americanos com uma pessoa que usa esses medicamentos frequentam a rede. Para ela, o cenário pode representar uma oportunidade para o cardápio de carnes e peixes, porque esses consumidores normalmente procuram consumir mais proteína.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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