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Reunião sobre navegação em Hormuz é adiada por falta de consenso

Encontro entre países do Golfo e o Irã ocorreria em Omã, mas o Bahrein informou que não participaria; petróleo Brent passou de US$ 108.

Reunião sobre navegação em Hormuz é adiada por falta de consenso
Foto: Ministerio de Información de Omán/via Xinhua

Uma reunião entre o Irã e os países do Golfo sobre a administração temporária do estreito de Hormuz foi adiada por falta de consenso. O encontro de ministros das Relações Exteriores estava previsto para segunda-feira (14), em Salalah, e também teria a participação do Iraque.

O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, disse que a decisão foi tomada “em nome do consenso”. Em uma publicação no X, afirmou que o país continua comprometido com o diálogo, a estabilidade e a cooperação regional. O iraniano Mohammad Ali Bek, alto funcionário do Ministério das Relações Exteriores, declarou que a reunião foi adiada a pedido de países da região.

A reunião seria a primeira, em quase dois anos, com os principais diplomatas dos seis integrantes do Conselho de Cooperação do Golfo — Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Catar, Omã e Bahrein — reunidos com o chanceler iraniano. O Bahrein, que ocupa a presidência rotativa do conselho e está entre os países mais atingidos pelos ataques de retaliação do Irã, informou no sábado que não participaria.

Proposta para o estreito

Omã e Irã negociaram durante semanas um plano para administrar a navegação por Hormuz. A proposta previa que as embarcações entrassem no estreito por águas iranianas e saíssem, em sua maioria, pelo território marítimo de Omã. O objetivo era obter apoio regional para um acordo provisório e reduzir as hostilidades em torno da hidrovia.

Antes da guerra, Hormuz era utilizado para transportar um quinto do petróleo e do gás do mundo. Diplomatas afirmaram que a reabertura completa dependeria também de um entendimento entre Estados Unidos e Irã. Autoridades iranianas disseram que a segurança da navegação não estará garantida enquanto os EUA mantiverem o bloqueio naval aos portos iranianos.

O adiamento ocorreu enquanto a Arábia Saudita enfrenta ataques contra sua infraestrutura energética. Na quinta-feira, um drone lançado a partir do Iraque obrigou o país a fechar um oleoduto entre o leste, rico em petróleo, e a costa oeste. Na semana passada, rebeldes houthis apoiados pelo Irã no Iêmen lançaram ondas de mísseis e drones contra instalações energéticas sauditas no sul do reino.

Impacto sobre o petróleo

Após o anúncio do adiamento, o petróleo Brent subiu 3,5%, para mais de US$ 108 por barril, na abertura dos mercados asiáticos na segunda-feira. Mais tarde, parte da alta foi devolvida. Na semana passada, os preços haviam superado US$ 100, no maior nível desde maio, após os ataques à infraestrutura saudita.

O adiamento também afeta as perspectivas de retomada de um memorando entre Irã e EUA assinado em junho. O documento previa estender um cessar-fogo por 60 dias, reabrir gradualmente Hormuz e iniciar negociações para encerrar a guerra, incluindo um entendimento sobre o programa nuclear iraniano.

Irã e Estados Unidos acusaram-se de violar o memorando, em parte por divergências sobre a passagem dos navios pelo estreito. Os EUA informaram aos mediadores que não voltarão ao acordo e que aceitam apenas um entendimento mais abrangente, incluindo a questão nuclear.

O Irã afirma que só reabrirá totalmente Hormuz se os EUA suspenderem o bloqueio aos seus portos, restabelecerem uma isenção para a venda de petróleo e liberarem parte de seus ativos congelados no exterior. Embora Donald Trump tenha dito que o estreito está aberto, as exportações de energia do Golfo continuam restringidas, e mercadorias não podem ser importadas pela hidrovia.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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