O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) usou nesta sexta-feira (25) a circulação de uma notícia falsa sobre Nossa Senhora Aparecida para defender a permanência das tradições católicas em um eventual novo mandato ao lado do presidente Lula (PT). A mensagem ocorreu em meio à disputa entre os dois grupos políticos pelo apoio de católicos e evangélicos.
Em vídeo, Alckmin disse que ele e Lula protegem as religiões e que o país pode preservar suas tradições católicas. O vice-presidente não mencionou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nem citou diretamente o boato de que o senador retiraria da santa o título de padroeira do Brasil.
“Tenho recebido mensagens de católicos preocupados com os rumos do país e com as notícias lamentáveis que estão circulando desde o dia de ontem”, afirmou Alckmin. Ele acrescentou que, enquanto ele e Lula estiverem no governo, as tradições religiosas das famílias brasileiras serão protegidas e preservadas.
Boato nas redes sociais
A informação falsa viralizou na quinta-feira (24). Não há uma fala conhecida de Flávio Bolsonaro prometendo retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Na quinta-feira (24), o candidato do PL negou a existência de qualquer proposta nesse sentido e classificou a informação como uma mentira.
Há cerca de um mês, Flávio Bolsonaro afirmou que pretendia “declarar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. O senador é evangélico, enquanto Lula e Alckmin são católicos. O vice-presidente tem influência junto à comunidade católica.
O último Censo registrou que 57% da população é católica e 26,9%, evangélica. As pesquisas de intenção de voto mostram maior apoio a Lula entre católicos e a Flávio Bolsonaro entre evangélicos.
Dias antes da viralização, circulou a interpretação de que uma manifestação de bispos católicos alinhada a discursos de Lula refletiria um temor da Igreja Católica diante de uma possível retirada do título da santa por um eventual governo de Flávio Bolsonaro. Na noite de quinta-feira (24), uma comentarista da GloboNews mencionou um suposto movimento católico em reação a um grupo evangélico, mas não vinculou essa ação diretamente ao candidato do PL.


