Intolerância religiosa transforma símbolos e diferenças em disputa de poder
Episódios contra Aparecida e religiões afro-brasileiras expõem o uso político da fé e ameaçam a convivência democrática.
Episódios contra Aparecida e religiões afro-brasileiras expõem o uso político da fé e ameaçam a convivência democrática.
Registros públicos mostram que a retirada do título de Padroeira do Brasil é defendida por aliados de Flávio Bolsonaro e por lideranças evangélicas.
O episódio somou 977,6 mil menções e pelo menos 8,5 milhões de interações em 55 horas, aponta o Instituto Democracia em Xeque.
Ministro do STF afirmou que decisão eleitoral avançou sobre as liberdades de expressão e religiosa.
Obra de JB Carvalho, pastor ligado à família Bolsonaro, associa santos católicos a antigos deuses pagãos e questiona a devoção a Nossa Senhora.
JB Carvalho apoiou Jair Bolsonaro e defendeu, em livro de 2001, que Nossa Senhora Aparecida deixasse de ser padroeira do Brasil.
Decisões opostas sobre publicações envolvendo Flávio Bolsonaro podem levar o caso ao plenário antes do primeiro turno.
A escolha do adereço ocorreu enquanto ministros do STF e do TSE analisam publicações sobre a padroeira do Brasil.
Senador quer restabelecer ordem de Mendonça que determinava a remoção de conteúdos sobre Nossa Senhora Aparecida.
Decisão que liberou as publicações havia revertido ordem de André Mendonça para removê-las; data da análise será definida por Fachin.
Presidente afirmou que a santa continuará como padroeira do Brasil e citou o episódio do “chute na santa”, de 1995.
Comentário sobre projeto arquivado em 2008 reacendeu o debate sobre o ativismo antimariano e episódios de violência contra imagens religiosas.
Pesquisa da Palver registrou aumento das menções ao tema e predominância de críticas ao candidato nas redes abertas.
Victorio Galli propôs a mudança em 2007, quando era deputado; o texto foi arquivado no ano seguinte e voltou a circular nas redes.
JB Carvalho afirmou que a lei sobre Nossa Senhora Aparecida é ilegal e defendeu mobilização para mudar a condição da santa.
Ministro do STF considerou que as publicações não tinham grau suficiente de ilicitude para justificar restrições à liberdade de expressão.
Vídeos de religiosos e cartilhas em igrejas passaram a orientar o debate católico sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro.
Candidato do PL diz que não articulou mudança e acusa a GloboNews de divulgar uma fake news sobre a padroeira do Brasil.
GloboNews se retratou após comentário ser descontextualizado nas redes; proposta citada foi arquivada pela Câmara dos Deputados em 2008.
Publicitário afirma que sua conta no X foi usada para atribuir a Flávio Bolsonaro uma proposta que acabou arquivada.