O inquérito das fake news, aberto há 7 anos para investigar ataques, ameaças e notícias falsas contra o Supremo Tribunal Federal (STF), alcançou influenciadores, ativistas políticos, um partido e um jornalista. Ao longo da apuração, Alexandre de Moraes autorizou bloqueios de contas, buscas e apreensões e quebras de sigilo.
Entre os investigados estiveram Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio, além de outros influenciadores ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A investigação também reuniu casos envolvendo críticas a ministros, suspeitas de monitoramento ilegal e acesso a informações sigilosas.
Reportagem retirada do ar
Em abril de 2019, Moraes determinou que fossem retiradas da internet a reportagem O amigo do amigo do meu pai, publicada pela revista Crusoé, e a reprodução do texto feita pelo site O Antagonista. Entidades de imprensa e juristas classificaram a decisão como censura prévia.
A ordem foi revogada dias depois e passou a ser associada a um dos episódios mais controversos do inquérito.
Jornalista e partido na investigação
O jornalista Luís Pablo, que mantém um blog no Maranhão, foi alvo de busca e apreensão autorizada por Moraes. Ele havia publicado reportagens sobre o suposto uso de veículo oficial ligado ao Tribunal de Justiça do Maranhão pelo ministro Flávio Dino e por familiares.
A investigação menciona suspeitas de perseguição, também chamada de stalking, e monitoramento ilegal de autoridade.
Em 2022, o Partido da Causa Operária (PCO) entrou no radar do inquérito após publicar críticas duras contra ministros do STF, especialmente Moraes. Por determinação judicial, perfis da sigla em redes sociais chegaram a ser suspensos.
Dados de ministros
Outro núcleo da apuração tratou de acessos e vazamentos de dados fiscais sigilosos de ministros do STF e de seus familiares. A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra servidores em três estados.
Moraes também determinou a quebra do sigilo bancário dos investigados para verificar se as informações eram vendidas. O caso envolvendo a prisão de um deputado, embora relacionado ao contexto das apurações e seus desdobramentos, teve o processo de condenação seguindo caminho próprio.



