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Doações de pessoas físicas a presidenciáveis passam de R$ 10 milhões

Flávio Bolsonaro lidera as contribuições individuais, enquanto Caiado recebeu a maior doação única, de R$ 2,3 milhões.

Doações de pessoas físicas a presidenciáveis passam de R$ 10 milhões

As campanhas dos principais candidatos à Presidência já declararam mais de R$ 10 milhões em doações de pessoas físicas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até terça-feira (22), Flávio Bolsonaro (PL) havia recebido R$ 2,9 milhões; Ronaldo Caiado (PSD), R$ 2,5 milhões; Renan Santos (Missão), R$ 2,2 milhões; Lula (PT), R$ 1,4 milhão; Augusto Cury (Avante), R$ 562 mil; e Romeu Zema (Novo), R$ 300 mil.

Os valores correspondem aos lançamentos de receitas das campanhas e podem ser atualizados conforme novas contribuições sejam informadas à Justiça Eleitoral. Doações de pessoas físicas precisam ser identificadas e rastreáveis.

Maiores contribuições

A maior doação individual registrada para um presidenciável foi feita pelo jurista e empresário Carlos Eduardo Ferraz de Mattos Barroso, que destinou R$ 2,3 milhões a Ronaldo Caiado. O valor foi dividido em três pagamentos via PIX: R$ 750 mil em 27 de agosto, R$ 750 mil no dia seguinte e R$ 800 mil em 31 de agosto.

Flávio Bolsonaro e Lula receberam, cada um, R$ 500 mil de Erasmo Carlos Battistella, CEO da Be8. A empresa tem sede em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, e é apontada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) como a maior produtora de biodiesel do Brasil.

Entre os apoiadores de Flávio estão empresários, produtores rurais e acionistas do Grupo Rodobens. A família Verdi contribuiu com R$ 300 mil. Também aparecem Marco Antônio Branquinho Junior e Marcel Yoshimi Imaizumi, da Vicunha Têxtil, com R$ 125 mil e R$ 100 mil, respectivamente.

A campanha de Lula reúne doações em dinheiro e contribuições na forma de serviços. O pastor Kleber Lucas declarou R$ 30 mil pela gravação de áudio de jingle e clipe. Também contribuíram Marco Aurélio de Carvalho, Luiz Marinho, Rabih Nasser e Mayra Cristina da Luz Pádua Guimarães. As doações de acadêmicos variaram de R$ 15 mil a R$ 50 mil.

Perfil dos demais financiadores

Renan Santos tem como principal fonte de receitas o financiamento coletivo, com R$ 1,9 milhões declarados ao TSE. Danilo Julio Gatto e José Antônio Israel da Veiga Pereira e José Thomaz Israel da Veiga Pereira doaram R$ 50 mil cada um.

Augusto Cury destinou R$ 350 mil à própria campanha. Jangiê Diniz doou R$ 100 mil, e Wilson de Matos Silva, R$ 60 mil. O candidato também declarou R$ 35 mil em serviços de coordenação financeira prestados por Sergio Adriano Soares Vita.

Romeu Zema recebeu R$ 200 mil de Renato Ribeiro Machado e R$ 100 mil dos irmãos Hélio Seibel e Salo Davi Seibel, donos da HS Investimentos.

Regras para as doações

Pessoas físicas podem doar dinheiro, bens ou serviços. Segundo Márcio Nogueira, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Rondônia (OAB-RO), contribuições em dinheiro são limitadas a 10% dos rendimentos brutos do doador no ano anterior à eleição.

Bens e serviços podem ser doados até o valor estimado de R$ 40 mil por pessoa. Acima desse limite, aplica-se o teto de 10%. Os bens precisam pertencer ao doador, e os serviços devem ser prestados por ele próprio, com valor compatível com os preços de mercado.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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