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Política

Flávio Bolsonaro lidera arrecadação entre seis candidatos à Presidência

Senador reuniu R$ 44,3 milhões, enquanto Augusto Cury teve a menor arrecadação, de R$ 317 mil, segundo dados do TSE.

Flávio Bolsonaro lidera arrecadação entre seis candidatos à Presidência
Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress

Flávio Bolsonaro lidera a arrecadação de doações entre os seis principais candidatos à Presidência, com R$ 44,3 milhões. Augusto Cury aparece na última posição, com R$ 317 mil, dos quais R$ 250 mil foram destinados pelo próprio candidato.

Os valores foram consultados no sistema Divulgacand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite de terça-feira (8). A plataforma é atualizada de hora em hora. Somadas, as receitas das campanhas de Flávio, Luiz Inácio Lula da Silva, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury chegam a cerca de R$ 92 milhões.

Partidos e candidatos devem enviar à Justiça Eleitoral, entre quarta-feira (9) e domingo (13), a prestação parcial de contas, com a identificação dos doadores e dos valores recebidos. A arrecadação pode continuar até o dia da eleição. Já as receitas e despesas registradas a partir de quarta-feira (9) serão incluídas na prestação completa, cujo prazo termina em 14 de novembro.

De onde vieram os recursos

A maior parte do dinheiro da campanha de Flávio veio do próprio PL. O partido destinou R$ 42 milhões do Fundo Especial, verba pública distribuída em anos eleitorais para o custeio de campanhas.

Entre os doadores está Erasmo Carlos Battistella, que contribuiu com R$ 500 mil para Flávio e com outros R$ 500 mil para Lula. Fernando de Castro Marques também doou R$ 500 mil à campanha do senador. Ângelo Calmon de Sá contribuiu com R$ 400 mil. Flávio registrou ainda R$ 12,2 mil em recursos próprios.

Lula ocupa a segunda colocação, com R$ 35,9 milhões. Desse total, R$ 35 milhões, equivalentes a 97%, vieram do PT por meio do Fundo Especial. O partido acrescentou R$ 150 mil pelo Fundo Partidário. A campanha recebeu ainda R$ 115 mil de financiamento coletivo, além de R$ 40 mil de Jones Alexandre Barros Soares e R$ 40 mil de Mayra Cristina da Luz Pádua.

Ronaldo Caiado aparece em terceiro, com R$ 6,6 milhões. Cerca de 62% dos recursos foram doados à direção nacional do PSD, e não diretamente ao candidato. A maior contribuição foi de R$ 2,3 milhões, feita por Carlos Eduardo Ferraz de Mattos Barroso. Ricardo Fleury Cavalcanti de Albuquerque Lacerda doou R$ 1 milhão, enquanto João Carlos Paes Mendonça destinou R$ 500 mil.

Romeu Zema registrou R$ 3,4 milhões. O Novo respondeu por R$ 3 milhões via fundo partidário. Guilherme Vidigal Andrade Gonçalves doou R$ 100 mil à direção nacional do partido, e os irmãos Salo e Helio Seibel contribuíram com R$ 50 mil cada para a campanha.

Renan Santos soma R$ 1,3 milhão, quase todo obtido com apoiadores. O financiamento coletivo representa 92% da arrecadação, e a maior doação individual foi de R$ 4.014,14, feita por Rômulo Couto Araújo.

Cury recebeu R$ 50 mil do Avante pelo Fundo Especial. Doações de pessoas físicas representam outros 5% do total, incluindo R$ 15 mil enviados por Noraldino Lucio Dias Junior. Os dados do TSE também mostram que o candidato aplicou R$ 250 mil na própria candidatura.

Os recursos podem ser usados em produção de material gráfico, propaganda eleitoral, aluguel de espaços, deslocamento, funcionamento de comitês, contratação de pessoal e carros de som, entre outras despesas de campanha.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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