A campanha de Flávio Bolsonaro reúne a maior parcela dos gastos informados pelos principais candidatos à Presidência ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até agora, ele declarou R$ 49,5 milhões em despesas, enquanto o total dos presidenciáveis chegou a R$ 74 milhões.
Os dados correspondem às movimentações financeiras e aos recursos estimáveis em dinheiro recebidos ou utilizados entre 16 de agosto e 8 de setembro. As informações são enviadas pelo Conta+JE, sistema da Justiça Eleitoral, e aparecem no DivulgaCand, plataforma do TSE.
Comunicação e serviços contratados
A maior despesa de Flávio foi de R$ 13,1 milhões, destinada a planejamento estratégico e marketing político. A produtora Paranoá Digital recebeu R$ 5 milhões por serviços descritos como planejamento digital. Outros R$ 3,7 milhões foram direcionados à criação de um canal no YouTube com programação 24 horas.
A campanha também declarou R$ 3,6 milhões para a Algoritmo Dados Estratégia e Comunicação e R$ 3,4 milhões para uma segunda empresa de consultoria e assessoria de imprensa. Houve ainda pagamentos de R$ 3,1 milhões por serviços jurídicos e R$ 2,2 milhões pelo fretamento de aeronaves.
Entre os demais valores estão R$ 500 mil em impulsionamento de conteúdo, R$ 1,6 milhão em assessoria executiva e coordenação de comitês e agendas estaduais e R$ 2,2 milhões em transporte aéreo.
Diferenças entre as campanhas
Ronaldo Caiado informou R$ 20,9 milhões em despesas. Desse montante, R$ 20 milhões foram pagos à Épos Brasil por marketing digital e produção de propaganda para rádio e televisão. O candidato declarou ainda R$ 500 mil em serviços jurídicos, R$ 270 mil em serviços contábeis e R$ 156,7 mil em impulsionamento no Facebook.
Romeu Zema registrou R$ 2,6 milhões. O maior gasto foi de R$ 930 mil em consultoria e produção de marketing digital. Também foram declarados R$ 450 mil para coordenação da comunicação e R$ 320 mil na produção e edição de conteúdos audiovisuais.
Renan Santos informou despesas de R$ 244 mil com a WBL Gráfica & Editora, R$ 125 mil em serviços jurídicos, R$ 60 mil à DLocal Brasil e R$ 23 mil em passagens aéreas para a equipe.
Valores declarados por Lula e Augusto Cury
Luiz Inácio Lula da Silva declarou R$ 100 mil em gastos. Quase todo o valor foi destinado à produção de material impresso, enquanto R$ 6,1 mil foram pagos em taxas de administração de financiamento coletivo.
Augusto Cury informou R$ 55,2 mil. Desse total, R$ 50 mil foram pagos à Ebanx Pagamentos para impulsionamento de conteúdo. Também aparecem despesas de R$ 1,8 mil em hospedagem de funcionários responsáveis pela segurança, R$ 1,8 mil com hospedagem de equipe e seguranças e R$ 958 em lanches para participantes de reuniões e treinamentos.



