A estiagem deixou mais vulneráveis as áreas verdes de Rio Branco e levou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia) a mobilizar a população para reduzir danos durante atividades de campanha eleitoral. Canteiros, rotatórias e outros espaços públicos podem receber bandeiraços, mas o pisoteio pode dificultar a recuperação das plantas e ampliar a necessidade de reposição de mudas.
A secretária municipal de Meio Ambiente, Flaviane Stedille, afirmou que a falta de chuva aumenta a frequência da irrigação e exige mais trabalho das equipes responsáveis pela manutenção. A seca também provoca perdas naturais de plantas, fazendo com que a produção do viveiro municipal seja concentrada na reposição.
“Então, para nós, é um período bastante crítico”, disse Stedille. Segundo ela, os espaços com maior visibilidade acabam sendo usados por campanhas, embora a preocupação ambiental não esteja prevista nas regras do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) para o uso de espaços públicos durante o período eleitoral.
Como é feita a manutenção
A manutenção segue um cronograma mensal que inclui diferentes rotatórias e canteiros da capital. O tempo de trabalho varia conforme o tamanho e as condições de cada local. Em alguns casos, a equipe pode passar um dia inteiro substituindo mudas e realizando a limpeza.
A irrigação é reforçada na estiagem e pode ocorrer diariamente, conforme a necessidade de cada área, ou até três vezes por semana no mesmo espaço. A secretária afirmou que a circulação de pessoas sobre áreas plantadas pode aumentar a dificuldade para conservar os locais e repor a vegetação.
Decreto de emergência
No dia 11 de agosto, a Prefeitura de Rio Branco decretou situação de emergência devido à redução das chuvas e dos níveis dos rios, com risco de comprometimento do abastecimento de água. No início do mês, o governo também havia publicado ato relacionado à possibilidade de desabastecimento hídrico.
O decreto municipal afirma que a estiagem causa impactos sociais, econômicos e ambientais, especialmente nas comunidades rurais. Entre as áreas afetadas estão a agricultura familiar, a pecuária, a pesca artesanal, as escolas rurais, as unidades de saúde e outros serviços públicos essenciais.
Levantamentos técnicos identificaram aumento da necessidade de abastecimento emergencial de água potável por caminhões-pipa. O documento também registra que os danos da estiagem superam a capacidade normal de resposta da administração municipal e exigem apoio complementar dos governos estadual e federal.



