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Hugo Motta diz que neutralidade do centrão amplia espaço para negociar com próximo governo

Presidente da Câmara afirma apoiar a reeleição de Lula e defende reformas política, administrativa e da Previdência.

Hugo Motta diz que neutralidade do centrão amplia espaço para negociar com próximo governo
Foto: Raphael Di Cunto/Folhapress

PATOS (PB) — O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a neutralidade adotada por partidos do centrão na eleição nacional amplia a possibilidade de negociação com o próximo governo. Segundo ele, sem um apoio eleitoral fechado a uma candidatura, as legendas poderão discutir a formação da base e a governabilidade depois da eleição.

Motta disse que não houve acordo prévio sobre ocupação de cargos e que a neutralidade foi escolhida por ser a alternativa que causaria menos conflito entre os partidos. A definição permite que cada diretório tome decisões de acordo com sua realidade e deixa aberta a discussão sobre a participação no governo eleito.

O deputado apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele afirmou que essa escolha não elimina sua atuação no Congresso em defesa de uma agenda mais liberal na economia. Para Motta, apoio político e comportamento parlamentar são posições diferentes, e o país precisará discutir sua situação fiscal independentemente do resultado eleitoral.

Entre as razões para apoiar Lula, o presidente da Câmara citou a prioridade dada ao Nordeste em investimentos e no Orçamento durante os governos do petista. Ele mencionou a transposição do Rio São Francisco e o Minha Casa Minha Vida como ações que, em sua avaliação, mudaram a realidade da região.

Câmara e agenda para o próximo mandato

Motta afirmou que pretende disputar novamente a presidência da Câmara caso seja reeleito deputado, independentemente de quem vencer a eleição para a Presidência da República. Ele disse que considera a recondução um direito e que trabalhará para exercê-lo.

O parlamentar reconheceu que a posição eleitoral pode produzir consequências dentro do centrão, mas afirmou que não pretende antecipar alianças ou cenários. Os partidos de centro que formam sua base, segundo ele, adotaram a neutralidade nacional, o que dá mais flexibilidade ao grupo.

Para a próxima legislatura, Motta apontou como prioridades a regulação da inteligência artificial e as reformas política e administrativa. Na avaliação dele, a reforma administrativa deve buscar mais eficiência na máquina pública e envolver Judiciário, Legislativo e Executivo. Ele também defendeu que o debate sobre a reforma política inclua o financiamento de campanhas por empresas.

Motta afirmou ainda que uma nova discussão sobre a Previdência será necessária, mas que a iniciativa deve partir do governo. Sobre a possibilidade de retomar doações empresariais para campanhas, disse que o tema precisa ser analisado dentro da reforma política, com um formato que respeite as exigências democráticas.

O presidente da Câmara também comentou a relação entre políticos e empresários e afirmou que o debate pode incluir a regulamentação do lobby e o financiamento eleitoral. Após a entrevista, ele foi procurado para comentar a crise no Supremo Tribunal Federal relacionada a ministros e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mas não respondeu.

Motta tem 36 anos, é médico de formação e disputa o quinto mandato consecutivo como deputado federal. Foi presidente da CPI da Petrobras em 2015, líder do Republicanos e ocupa atualmente a presidência da Câmara dos Deputados.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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