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Política

Leonardo Avalanche assume candidatura do PRTB à Presidência no lugar de Pablo Marçal

Presidente do partido será candidato ao Planalto; Silvia Hellen da Silva Pereira passa a ocupar a vaga de vice-presidente.

Leonardo Avalanche assume candidatura do PRTB à Presidência no lugar de Pablo Marçal
Foto: Folhapress

O presidente do PRTB, Leonardo Avalanche, foi indicado para disputar a Presidência da República no lugar de Pablo Marçal. A mudança foi anunciada nesta terça (15), depois de o partido oficializar a troca na segunda (14), último dia permitido para alterações na chapa.

Avalanche concorria inicialmente como vice-presidente. Com a substituição, Silvia Hellen da Silva Pereira passou a ser a candidata a vice. O registro de Avalanche aparece no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) como “aguardando julgamento”. O de Marçal consta como “indeferida”.

O TSE rejeitou por unanimidade a candidatura de Marçal na sexta-feira (11). A Procuradoria-Geral Eleitoral afirmou que ele não comprovou filiação ao PRTB dentro do prazo legal e ainda estava vinculado ao União Brasil em abril, quando terminou o período para troca de partido.

Marçal apresentou o registro em agosto, perto do encerramento do prazo. Antes disso, uma liminar da Justiça Eleitoral de São Paulo havia autorizado sua saída do União Brasil e a filiação ao PRTB.

Ao comunicar a mudança, Avalanche afirmou que Marçal foi alvo de perseguição. “Por que tanto empenho em barrar justamente o candidato que não faz parte do jogo de sempre?”, questionou.

Marçal também está inelegível até 2032. O TSE o condenou por organizar concursos para divulgação de vídeos nas eleições municipais de São Paulo em 2024, quando disputou a Prefeitura. O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) afastou uma decisão sobre abuso de poder econômico, mas o caso continua no TSE.

Histórico de Avalanche

Leonardo Alves de Araújo, conhecido como Leonardo Avalanche, comanda o PRTB desde 2024. Sua eleição interna foi acompanhada por uma acusação de fraude. Para o Ministério Público de São Paulo, ele recrutou pessoas que se apresentaram como integrantes do partido e usou documentos e assinaturas falsas.

Depois da eleição, Avalanche teria atuado para expulsar Rachel de Carvalho, então vice-presidente, e aliados dela. Ele foi denunciado por ofensas misóginas e ameaça de morte. Também é acusado de coagir Rachel a participar de esquemas de extorsão contra prefeitos e outros políticos. Em março, tornou-se réu por associação criminosa, violência política de gênero e inserção de dados falsos em sistemas públicos.

A Polícia Federal investiga ainda uma suspeita de desvio de R$ 750 mil do fundo eleitoral do PRTB nas eleições municipais de 2024. Avalanche e familiares seriam os principais beneficiados. Ele negou irregularidades.

Avalanche coordenou a campanha de Marçal à Prefeitura de São Paulo em 2024. Ele tem 48 anos e é formado em direito.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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