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Política

Lula pede mudanças no Conselho de Segurança e negociações para guerras

Presidente afirma que a ONU perdeu capacidade de agir diante de conflitos e defende ampliar a representação no órgão.

Lula pede mudanças no Conselho de Segurança e negociações para guerras
Foto: David Dee Delgado/Reuters

Lula defendeu negociações para encerrar guerras e uma reforma do Conselho de Segurança da ONU durante o debate geral da assembleia. O presidente afirmou que a organização precisa recuperar sua capacidade de diálogo e mediação para atuar na prevenção de novos conflitos.

“Essa é a 10ª ocasião em que abro o debate geral dessa assembleia”, afirmou Lula. Na avaliação do presidente, a ONU atravessa um dos momentos mais críticos de sua história e não tem conseguido cumprir a missão de proteger a humanidade dos efeitos das guerras.

Lula também criticou a atuação do Conselho de Segurança. “Há um imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre seu papel”, disse. Para ele, a estrutura atual limita a resposta da organização diante de crises internacionais.

Composição do órgão

O Conselho de Segurança tem 15 integrantes. Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido ocupam as cinco vagas permanentes e têm poder de veto. Com isso, esses países podem impedir decisões do colegiado mesmo quando existe apoio da maioria dos demais integrantes.

Lula defende mudanças na composição do órgão para ampliar a participação de países da América Latina, da África e de outras regiões que não têm representação permanente.

A discussão ocorre em meio à guerra na Ucrânia e às crises no Oriente Médio. Esses conflitos têm exposto divergências entre as principais potências e dificultado a aprovação de medidas no Conselho de Segurança.

Os efeitos também alcançam combustíveis, alimentos e fertilizantes, com pressão sobre a inflação. As guerras ainda provocam crises humanitárias e deslocamentos de população, aumentando a cobrança para que o Conselho de Segurança consiga responder aos conflitos internacionais.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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