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Política

Ministros do STF trocam ofícios sobre sigilo e provas do caso Master

Decisões e pedidos de acesso a documentos do Banco Master envolveram Moraes, Fachin, Mendonça, Zanin e Gilmar Mendes.

Ministros do STF trocam ofícios sobre sigilo e provas do caso Master
Foto: Reprodução

O Supremo Tribunal Federal (STF) registrou nesta sexta-feira (11) uma sequência de ofícios entre ministros sobre o sigilo de documentos e o acesso a provas do caso Banco Master.

O presidente da Corte, Edson Fachin, acolheu um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para retirar o sigilo de todos os documentos relacionados ao caso. A procuradoria afirmou que a liberação parcial poderia induzir a uma percepção equivocada de transparência. Fachin deu 24 horas para André Mendonça, relator do caso, liberar a documentação.

No início da noite, Mendonça retirou o sigilo de 18 processos ligados ao Banco Master e de mais 20 processos. Entre os documentos liberados estão os que envolvem Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Ciro Nogueira (PP-PI), Cláudio Castro (PL-RJ), Jaques Wagner (PT-BA) e Thiago Miranda.

Pedidos de acesso ao celular

Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin enviaram ofícios a Fachin para solicitar acesso a uma mídia específica relacionada ao caso. Os ministros disseram que o material seria necessário para a discussão em plenário marcada para a próxima terça-feira (15). Em outra manifestação, Zanin insistiu no acesso integral ao conteúdo do celular apreendido de Daniel Vorcaro.

Mendonça afirmou que o aparelho não está em seu gabinete, mas sob custódia da Polícia Federal (PF). Segundo ele, permanece com seu gabinete apenas uma cópia de segurança lacrada e criptografada.

Moraes questionou a forma como Mendonça retirou o sigilo dos inquéritos e procedimentos do caso e afirmou que o ministro direcionava a derrubada de sigilos para proteger um grupo político. Em resposta, Mendonça negou ter feito uma retirada seletiva, dizendo que preservou investigações em andamento e dados de investigados.

Gilmar Mendes pediu que Fachin assumisse a condução do caso relacionado ao relatório da PF sobre trocas de mensagens entre Daniel Vorcaro e Moraes. Mendonça também defendeu a decisão de afastar preventivamente o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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