São Paulo, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,11 · Euro R$ 5,86 · Ibovespa 186.596 -0,00%
A economia explicada todos os dias
Política

Sessão do STF tem confrontos entre Gilmar Mendes e André Mendonça

Ministros trocaram críticas durante o julgamento sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes.

Sessão do STF tem confrontos entre Gilmar Mendes e André Mendonça
Foto: Folhapress

O Supremo Tribunal Federal (STF) teve uma sessão marcada por confrontos entre Gilmar Mendes e André Mendonça durante o julgamento sobre a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes. O decano criticou o colega em pelo menos cinco episódios, que envolveram a Polícia Federal, o Banco Master e decisões relacionadas ao ambiente político-eleitoral.

Um dos principais embates ocorreu após Mendonça afastar Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal. A decisão foi referendada pela Segunda Turma no mesmo dia, mas Gilmar Mendes pediu vista do caso. O ministro classificou o afastamento como um vexame e afirmou que a medida demonstraria falta de noção sobre a estrutura e a hierarquia da corporação.

Luiz Fux, que havia votado a favor da decisão de Mendonça, defendeu a Segunda Turma e acusou a Polícia Federal de desafiar um ministro do Supremo. Gilmar também levantou suspeitas sobre a existência de uma atuação irregular dentro da corporação e afirmou: “Nós temos hoje uma PF paralela, com monitoramento de ministros”.

Banco Master e críticas a Nunes Marques

Outro ponto de divergência foi o caso do Banco Master. Gilmar acusou Mendonça de agir com condescendência em relação ao ministro Kassio Nunes Marques nas apurações sobre a relação entre o banqueiro Daniel Vorcaro e autoridades.

O decano citou um relatório de inteligência da Polícia Federal anexado ao inquérito. Segundo ele, o documento indicaria uma postura defensiva do relator em relação a Nunes Marques, que deixou a sessão após declarar-se suspeito por um possível conflito de interesse relacionado à presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em ano eleitoral.

As críticas também tiveram referências religiosas e políticas. Mendonça é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, e Gilmar afirmou que o colega teria calculado o momento político para divulgar mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes. Ele mencionou ainda um “pixuleco eleitoral”, em referência a um boneco inflável associado aos protestos pelo impeachment de Dilma Rousseff em 2016.

No confronto mais direto, Gilmar disse que havia viés político-eleitoral nas decisões de Mendonça. O ministro pediu respeito e chamou o decano de leviano. Gilmar respondeu: “Quem não se dá respeito não merece respeito”.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.