São Paulo, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,11 · Euro R$ 5,86 · Ibovespa 186.596 -0,00%
A economia explicada todos os dias
Política

Mulheres chefes de família ampliam vantagem de Lula sobre Flávio, aponta Datafolha

Entre mulheres que sustentam os lares, Lula tem 47% das intenções de voto, contra 27% de Flávio Bolsonaro.

Mulheres chefes de família ampliam vantagem de Lula sobre Flávio, aponta Datafolha
Foto: Gabriela Biló/Folhapress

Lula (PT) lidera as intenções de voto entre mulheres chefes de família, com 47%, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 27%, segundo a pesquisa mais recente do Datafolha. Esse segmento corresponde a 30% da amostra, com margem de erro de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

Entre as mulheres em geral, Lula tem nove pontos percentuais de vantagem sobre Flávio. No eleitorado masculino, o candidato do PL está dois pontos à frente do petista.

Mulheres à frente dos lares

O número de mulheres responsáveis financeiramente pelos domicílios passou de 21 milhões, em 2012, para 42,1 milhões em 2026, conforme dados da Pnad atualizados pela pesquisadora Janaína Feijó, da FGV. A participação desse grupo chegou a 52,4% das casas. A proporção passou a superar a dos homens a partir de 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro (PL).

A maior presença entre as responsáveis pelos lares está entre mulheres negras e com baixa escolaridade. Para Feijó, os dados mostram a perda de espaço do modelo familiar tradicional e o avanço de diferentes formas de organização das famílias.

As mulheres continuam com menor participação no mercado de trabalho: 53,5% estão ocupadas, ante 73% dos homens, segundo o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher de 2026, do governo federal. No segundo trimestre deste ano, a taxa de desemprego feminina era 1,8 ponto percentual superior à masculina. O rendimento médio dos homens era 25% maior.

Ao mesmo tempo, as mulheres têm escolaridade mais alta: 19% das eleitoras chegaram ao ensino superior, contra 14% dos homens. Ana Fava, professora da UFABC, relaciona as desigualdades a barreiras profissionais, dificuldades de promoção e à percepção de que a maternidade prejudica o desempenho no trabalho. Para ela, uma divisão mais equilibrada dos cuidados e das tarefas pode reduzir essas diferenças.

Histórias e escolhas

Em Belo Horizonte, Cenir Aparecida da Silva, 58, trabalha como mestre de obras e sustenta uma trajetória de 28 anos em canteiros. Mãe solo de quatro filhos e avó de seis netos, ela afirma que votará em Lula. Ao falar sobre Flávio, disse que ele representa o “machismo e a arrogância”.

Em Contagem (MG), Renata Nunes, 52, formada em pedagogia pelo ProUni, também pretende votar em Lula. Separada, mãe de cinco filhos e avó de três netos, ela citou avanços em educação, acesso ao mínimo e vacinação.

Jacqueline Menezes, 44, sustenta a família em Olinda com a venda de empadões, bolos e doces. Ex-beneficiária do Bolsa Família, ela deixou o programa há cerca de quatro anos e fechou uma loja por causa dos custos. Em um eventual segundo turno sem Renan Santos (Missão), Lula não seria sua opção.

Em Flores da Cunha, Janaína Massarotto, 38, comanda uma vinícola aberta em 2018. De licença-maternidade há dois meses, ela ainda não decidiu seu voto e afirma que levará em conta os incentivos para seu setor. A empresária relata dificuldade em conciliar a maternidade com a administração do negócio.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.