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Sportingbet mantém conversas com Palmeiras e Vasco após proibição de bets

Executivo da empresa diz que contratos dependem de uma eventual reversão da medida e de regras para operar no Brasil.

Sportingbet mantém conversas com Palmeiras e Vasco após proibição de bets
Foto: 1º.out.25/Reuters

A Sportingbet ainda não definiu o futuro dos contratos de patrocínio com Palmeiras e Vasco depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinar uma Medida Provisória que vetou as operações das bets no mercado brasileiro. A empresa afirma que mantém conversas com os dois clubes e espera uma possível reversão da proibição.

Antonio Forjaz, responsável pelas operações da Sportingbet na América Latina, disse que recebeu a decisão do governo com surpresa. Segundo ele, a companhia esperava limitações para o setor, mas não uma proibição total, especialmente porque a indústria havia sido regulada há 1,5 ano.

“Admito que foi com alguma surpresa [que recebeu a decisão do governo]”, afirmou Forjaz. O executivo também questionou se a proibição aumenta a proteção dos consumidores, ao comparar o mercado ilegal com o regulado.

Contratos com os clubes

A Sportingbet fechou com o Palmeiras, o alviverde, um acordo em janeiro de 2025, válido por três anos. O contrato prevê cerca de R$ 100 milhões fixos por ano ao clube paulista.

Com o Vasco, o acordo foi firmado em julho de 2026 e tem validade até o fim de 2027. A previsão é de R$ 40 milhões fixos por ano aos cofres do clube.

Forjaz afirmou que as conversas com Palmeiras e Vasco continuam, mas que ainda não há definição sobre os contratos. Ele disse que a empresa poderá discutir os próximos passos com os clubes caso não consiga autorização para continuar operando no país.

“A parceria com os clubes existe sob a ótica de uma troca, de a gente poder ter o espaço nas camisas”, afirmou. De acordo com o executivo, se a Sportingbet for impedida de ocupar esse espaço, será necessário avaliar como os acordos poderão funcionar.

A empresa afirma ter investido centenas de milhões para operar e fechar patrocínios no mercado brasileiro. Forjaz estimou que a Sportingbet emprega diretamente cerca de 50 a 100 funcionários no país. Considerando o ecossistema ligado à operação, o total chega a aproximadamente 300 pessoas.

O executivo disse que a empresa pretende conversar com os órgãos responsáveis para buscar uma forma de continuar operando no Brasil. Também afirmou que a Medida Provisória ainda precisa ser aprovada pelo Congresso e que a companhia avalia mecanismos judiciais e legislativos para tentar manter suas atividades no país.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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