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Trump rejeita pausa de sete dias e admite novos ataques contra o Irã

Proposta iraniana previa suspensão do bloqueio naval e negociações nucleares, mas o presidente americano mantém pressão sobre Teerã.

Trump rejeita pausa de sete dias e admite novos ataques contra o Irã
Foto: AFP

Donald Trump rejeitou uma proposta iraniana de cessar-fogo de sete dias e disse a assessores que considera retomar os bombardeios contra o Irã depois das eleições legislativas de novembro, conforme autoridades americanas. A dimensão de uma eventual nova ofensiva ainda não foi definida.

A iniciativa apresentada por Teerã previa que os Estados Unidos suspendessem o bloqueio naval, liberassem parte dos ativos iranianos congelados e retirassem sanções sobre as exportações de petróleo. Em contrapartida, o Irã reabriria o estreito de Hormuz e começaria negociações sobre seu programa nuclear.

Washington comunicou a autoridades iranianas e a mediadores que Trump não pretende interromper o embargo marítimo. Ao mesmo tempo, os dois países continuam mantendo contatos por intermédio de outros governos, inclusive sobre a questão nuclear. Qatar e outros países da região tentam reativar as conversas.

Guerra e eleições

Embora defenda publicamente o desmantelamento do programa nuclear iraniano, Trump demonstra ceticismo, em conversas privadas, sobre a disposição de Teerã para aceitar as exigências americanas. Segundo autoridades dos Estados Unidos, ele reluta em ordenar uma operação militar de grande escala porque Washington pretende preservar munições, cujos estoques estão diminuindo, para outras possíveis situações.

A posição do presidente pode mudar nas próximas semanas e ser influenciada pelo resultado das eleições legislativas. O conflito, iniciado em fevereiro, é impopular entre os americanos e contribuiu para a alta dos preços dos combustíveis e do custo de vida.

Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta semana registrou aprovação de 32% para Trump. Apenas 24% dos entrevistados aprovaram sua condução da guerra contra Teerã, enquanto 17% aprovaram sua atuação diante do custo de vida. No levantamento, 43% disseram que votariam nos democratas, ante 35% nos republicanos.

A votação de 3 de novembro definirá o controle do Congresso. Uma derrota republicana em uma das Casas pode dificultar a agenda de Trump nos dois últimos anos de seu mandato. O presidente tem apresentado o pleito como um referendo sobre seu governo e pediu aos apoiadores que ajam como se seu nome estivesse nas cédulas.

Contatos entre Washington e Teerã

Mediadores árabes afirmaram que diplomatas iranianos apresentaram diferentes propostas para encerrar a guerra e reconheceram a piora da crise econômica no país. A Guarda Revolucionária iraniana, porém, declarou que não considera novas fórmulas para um acordo e está preparada para um conflito prolongado.

A tentativa de negociação ocorre em meio à escalada verbal entre Trump e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Na terça (22), Trump disse que poderia chegar a um acordo com Teerã ou “aniquilar a República Islâmica e fazer isso rapidamente”.

No dia seguinte, Pezeshkian acusou os Estados Unidos e Israel de terrorismo, afirmou que o Irã não abrirá mão de seu programa nuclear e disse que o país não pode ser obrigado a se render. Ele exibiu fotografias de crianças mortas em um bombardeio contra uma escola em Minab, no sul do Irã. A delegação americana deixou o plenário durante o discurso.

À margem da Assembleia Geral, o chanceler iraniano Abbas Araghchi reuniu-se com o enviado de Trump, Steve Witkoff, e com Jared Kushner. Foram os primeiros contatos diretos entre os dois lados desde o fim de junho.

Nesta quinta, Pezeshkian afirmou que cabe aos Estados Unidos decidir se querem encerrar a guerra e disse que o Irã está pronto para um acordo com Trump.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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