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Augusto Cury avança entre independentes e mira disputa econômica no 2º turno

Candidato do Avante chegou a 10% na Quaest e lidera numericamente entre eleitores que não se identificam com esquerda ou direita.

Augusto Cury avança entre independentes e mira disputa econômica no 2º turno
Foto: Gustravo Torrente/TV TEM

A pauta econômica deve ser o eixo de Augusto Cury caso ele chegue ao segundo turno da eleição presidencial. Em evento com apoiadores no interior de São Paulo, o candidato do Avante disse que pretende cobrar de Luiz Inácio Lula da Silva explicações sobre o endividamento das famílias e as dificuldades enfrentadas pelo comércio e pelo agronegócio.

Cury afirmou esperar que Lula seja seu adversário numa eventual segunda rodada. Ao falar sobre a situação financeira dos brasileiros, citou o endividamento de 82% das famílias e disse que 40% delas não conseguiram sair dessa condição nos últimos 10 anos. Também mencionou juros mensais de 3% a 4% para quem precisa se financiar, enquanto, segundo ele, as taxas no exterior ficam em 3% a 4% ao ano.

Desempenho nas pesquisas

A pesquisa Quaest colocou Cury em terceiro lugar, com crescimento de 2% para 10% das intenções de voto. O candidato do Avante passou à frente de Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema.

O escritor também destacou o resultado no Ceará. Ele disse que havia recebido 0,2% anteriormente e que, uma semana depois, alcançou 12,3% no estado. “Com 12,3%. Obrigado, cearense, obrigado todo o Nordeste”, afirmou.

O melhor resultado de Cury aparece entre os eleitores independentes, que não se identificam como de esquerda ou de direita. Nesse grupo, ele soma 24%, contra 23% de Lula e 11% de Flávio Bolsonaro.

Aos 68 anos, Cury disputa uma eleição pela primeira vez e se apresenta como alternativa à polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro. O candidato nasceu em Colina, no interior de São Paulo, e é médico, psiquiatra, psicoterapeuta e empresário.

Conhecido por livros de autoajuda, classificação que rejeita, Cury declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 242 milhões, distribuído entre imóveis, participações empresariais, ações, fundos de investimento, créditos e saldos bancários.

A aproximação com a política começou há 17 anos. Em 2009, ele se filiou ao Partido Verde (PV), que avaliou lançá-lo à Presidência nas eleições do ano seguinte. A candidatura não se concretizou naquela ocasião.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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