SÃO PAULO — O pastor Silas Malafaia afirmou que Augusto Cury não deve ser tratado como um fenômeno eleitoral e criticou a atuação de Flávio Bolsonaro na relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Cury, candidato do Avante à Presidência, registrou 8% das intenções de voto no levantamento mais recente do Datafolha e apareceu em terceiro lugar nas pesquisas mencionadas por Malafaia.
Embora tenha chamado Cury de amigo e de “um gênio em questões de emoções”, o pastor questionou a capacidade política do candidato. “É um analfabeto político de alto grau, gente. Isso é uma brincadeira…”, disse Malafaia.
Segundo ele, Cury ganhou força por alguns dias entre evangélicos, em meio à expectativa de uma candidatura capaz de romper a polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. A repercussão, porém, teria perdido impulso após memes e piadas sobre propostas do candidato, como o uso de drones no combate à violência contra a mulher.
As declarações foram feitas durante um almoço antes do ato bolsonarista de 7 de Setembro, na avenida Paulista. Malafaia dividiu a mesa com os deputados Marco Feliciano e Sóstenes Cavalcante, ambos do PL. Durante o encontro, também discutiu o embate entre os ministros do Supremo Tribunal Federal André Mendonça e Alexandre de Moraes.
Críticas a Flávio Bolsonaro
Malafaia avaliou que as suspeitas de uma relação entre Moraes e Vorcaro favorecem Flávio e prejudicam Lula. Para o pastor, o presidente demonstrou reverência ao ministro e agora tenta se afastar dele.
Sobre a associação entre Flávio e Vorcaro, Malafaia disse que o problema não foi pedir dinheiro ao ex-banqueiro para produzir um filme em homenagem a Jair Bolsonaro. Na avaliação dele, o erro foi Flávio insistir na cobrança quando Vorcaro já estava envolvido em escândalos de corrupção. “Pediu? Pediu. Quando pediu ainda não havia denúncia.”
Malafaia e Sóstenes apostam que o impacto negativo sobre a chapa já desapareceu. O pastor afirmou que Moraes será o principal alvo do ato e declarou: “Vou tacar pau nele.”



