SANTARÉM — A candidata a deputada estadual Auricélia dos Anjos Fonseca, da Federação PSOL Rede, foi impedida de votar neste domingo (4), depois que o sistema da urna eletrônica indicou que um voto já havia sido registrado em seu nome. O caso ocorreu em Santarém, no oeste do Pará, e foi registrado pela Polícia Civil como crime de falsa identidade.
A ocorrência foi registrada por volta das 11h39, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Ecila Nobre dos Santos, no bairro Conquista. O local abriga a Seção 119 da 104ª Zona Eleitoral.
Segundo o relato apresentado pela candidata, os mesários informaram que o voto já aparecia como computado quando ela se identificou para votar. Auricélia contestou a informação e entregou seus documentos. A mesária e a presidência da mesa receptora conferiram os dados e confirmaram que as informações pessoais correspondiam às da candidata.
O juiz eleitoral responsável pela seção foi chamado para avaliar o caso. Auricélia pediu autorização para votar em separado, mas o pedido foi negado. Conforme o relato da candidata, o magistrado explicou que o procedimento não poderia ser feito porque o voto já havia sido lançado diretamente pelo número do título de eleitor.
“Eu fui impedida de exercer o meu direito ao voto. E foi uma situação muito tensa”, afirmou Auricélia em vídeo divulgado após o episódio.
Registro da ocorrência
A Delegacia Virtual da Polícia Civil do Pará formalizou o caso por meio do Boletim de Ocorrência nº 00277/2026.251610-2, registrado às 15h15 deste domingo. Auricélia foi orientada a comparecer à Superintendência Regional do Baixo e Médio Amazonas (12ª RISP), em Santarém, para prestar depoimento, apresentar documentos e seguir com as investigações.
A candidata disse que não reconhece o voto registrado anteriormente e que não sabe quem poderia ter usado seus dados eleitorais. Ela também afirmou que agentes da Justiça Eleitoral, da Polícia Federal, da Polícia Civil e da Polícia Militar estiveram no local durante a ocorrência.
A Polícia Civil deverá apurar como o voto foi registrado em nome da candidata e identificar quem teria utilizado os dados eleitorais. Até a publicação, não havia informação sobre a autoria da suposta fraude.
Auricélia declarou confiar na Justiça Eleitoral e nas instituições e defendeu a apuração do caso. Também orientou eleitores que enfrentarem problemas semelhantes a avisar imediatamente os mesários e pedir o encaminhamento da ocorrência à Justiça Eleitoral.



