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Corregedoria comunica ao Ministério Público suspeitas sobre campanhas de 24 policiais de SP

Polícia Civil informou indícios de uso eleitoral de imagens, uniformes, viaturas e símbolos da instituição por candidatos.

Corregedoria comunica ao Ministério Público suspeitas sobre campanhas de 24 policiais de SP

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo comunicou ao Ministério Público Eleitoral indícios de irregularidades nas campanhas de 24 policiais civis. Os casos estão sob análise dos promotores eleitorais, e a relação completa dos envolvidos não foi divulgada.

Entre os candidatos citados estão Carlos Alberto da Cunha, o Delegado Da Cunha, candidato a deputado federal pelo União Brasil, e Luiz Augusto Romani de Oliveira, o Delegado Romani, candidato a deputado estadual pelo PL (Partido Liberal).

A suspeita envolve o uso da imagem da Polícia Civil e de estruturas públicas para fins eleitorais. A conduta pode configurar crime eleitoral. O Ministério Público informou que “recebeu comunicação referente a 24 casos de policiais civis, todos eles sob análise dos promotores eleitorais”.

Regra da Corregedoria

Uma portaria publicada em julho determina que indícios de uso eleitoral de viaturas, instalações, uniformes, distintivos e outros símbolos da Polícia Civil sejam comunicados ao Ministério Público Eleitoral. A medida não impede a apuração de eventual infração disciplinar.

A norma também alcança conteúdos digitais que relacionem a candidatura à condição de policial, mesmo quando as publicações são antigas, mas continuam disponíveis nos perfis dos candidatos. A comunicação à Promotoria pode ocorrer antes da conclusão de um processo disciplinar na Corregedoria.

Nas redes sociais de Da Cunha e Romani aparecem imagens dos dois em operações policiais. No caso de Romani, há vídeos em que ele aparenta estar uniformizado e participar de ações oficiais. Uma dessas gravações mostra uma suposta diligência contra uma pessoa acusada de aplicar um golpe em um idoso. Abaixo da imagem aparecem o nome e o número de urna do candidato.

A assessoria de Romani afirmou que é necessário diferenciar a apresentação da trajetória profissional do candidato do eventual uso indevido da estrutura ou da imagem institucional da Polícia Civil. Também informou que as imagens são de 2025 e que o rosto do investigado foi desfocado para preservar sua identidade. Segundo a equipe, Romani tem quase duas décadas de atuação na segurança pública.

Da Cunha publica vídeos de operações antigas, realizadas quando ainda era delegado da ativa. Ele se licenciou do cargo para assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados no início de 2023. Em outra gravação, publicada há dois meses com o título “Lincharam o ladrão em Osasco”, aparece conversando com guardas civis antes do início de uma operação e acompanhando parte do trajeto das viaturas.

A Procuradoria-Geral de Justiça recomenda que os casos sejam examinados individualmente. Uma nota técnica do órgão afirma que o uso eleitoral de bens ou símbolos públicos pode configurar conduta vedada a agente público e, conforme as circunstâncias, crime eleitoral.

A Secretaria da Segurança Pública informou que as condutas de Da Cunha e Romani são investigadas em procedimentos correcionais sob sigilo. A pasta também declarou que eventuais irregularidades envolvendo policiais militares da ativa que sejam candidatos são comunicadas ao Ministério Público Eleitoral.

Da Cunha foi demitido da Polícia Civil a bem do serviço público em 3 de setembro, após um processo disciplinar relacionado a um vídeo gravado depois do resgate de uma vítima de sequestro em julho de 2020. No mesmo dia, uma decisão do Tribunal de Justiça suspendeu a medida, posteriormente mantida pelo Órgão Especial. O mérito da ação ainda não foi julgado, e ele permanece nos quadros da corporação.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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