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Casal da GAS diz que ida de Mirelis aos EUA foi planejada antes da operação

Em depoimento à Justiça Federal, Mirelis e Glaidson negaram que a mudança tenha sido uma tentativa de deixar o Brasil antes da prisão.

Casal da GAS diz que ida de Mirelis aos EUA foi planejada antes da operação
Foto: Reprodução/TV Globo

Mirelis Diaz Zerpa e Glaidson, fundador da GAS Consultoria, afirmaram à Justiça Federal que a ida dela para os Estados Unidos foi planejada antes da Operação Kryptos. Glaidson foi preso pela Polícia Federal em agosto de 2021, durante a operação.

A investigação aponta que o casal chefiava um esquema ilegal de investimentos em criptomoedas que movimentou R$ 38 bilhões. Os dois respondem por organização criminosa e crimes contra o sistema financeiro nacional, incluindo oferta irregular de valores mobiliários, operação de instituição financeira sem autorização e gestão fraudulenta.

Mirelis declarou que obteve um visto de estudante depois de realizar o processo consular no México, em junho ou julho de 2021. Segundo ela, a autorização para estudar nos Estados Unidos levava quase 1 ano no Brasil. Como as aulas de inglês começariam na mesma semana em que o visto foi concedido, ela viajou diretamente do México para os Estados Unidos.

“Não sabia que existia uma investigação. Nem ideia”, afirmou Mirelis durante o interrogatório. Ela também disse que o plano inicial era permanecer no país por um período e depois retornar ao Brasil.

Glaidson afirmou que Mirelis deixou o Brasil dois meses antes da Operação Kryptos e que a viagem foi organizada por ele. Segundo o depoimento, os planos incluíam uma possível mudança do casal para os Estados Unidos. Ele negou, porém, que a saída tivesse como objetivo evitar as autoridades.

O fundador da GAS Consultoria afirmou ainda que, caso Mirelis tivesse tentado viajar depois da operação que resultou em sua prisão, ela poderia ter sido detida no aeroporto. De acordo com o relato, autoridades americanas informaram a Mirelis que seu visto de estudante havia sido cancelado.

A defesa de Mirelis declarou, em nota, que ela estava residindo legalmente nos Estados Unidos e estudava inglês quando a Operação Kryptos foi deflagrada.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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