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Famílias cobram pena severa para canadense que vendeu veneno a suicidas

Kenneth Law admitiu auxiliar o suicídio de 14 pessoas no Canadá; audiência de sentença começou com relatos de familiares.

Famílias cobram pena severa para canadense que vendeu veneno a suicidas
Foto: AFP

NEW­MARKET, Canadá — Familiares de pessoas que morreram após comprar veneno de Kenneth Law relataram dor e perda durante a audiência que definirá a pena do ex-chef de cozinha. A juíza Michelle Fuerst reservou quatro dias para ouvir declarações sobre o impacto causado às vítimas e outras provas no tribunal de Newmarket, perto de Toronto.

Law declarou-se culpado em maio de auxiliar o suicídio de 14 pessoas no Canadá. Os promotores retiraram as acusações de homicídio por considerarem que não havia provas suficientes para sustentar essas condenações, diante da atuação de Law em fóruns online nos quais orientava pessoas sobre como tirar a própria vida.

O canadense admitiu que procurava clientes ativamente usando um pseudônimo em um fórum de discussão sobre suicídio e que oferecia substâncias letais para compra. Ele enviou o material para várias regiões do Canadá e para outros países, geralmente por cerca de US$ 80 (cerca de R$ 415).

Relatos das famílias

Maria Lopez, mãe de Jeshennia Bedoya-Lopez, que morreu em 2022 aos 18 anos, afirmou em declaração lida pelos promotores: “Não consigo parar de pensar que minha menina nunca mais voltará”. O pai da jovem, Leonardo Bedoya, disse que o futuro imaginado pela família desapareceu.

Dezenas de familiares ainda devem depor nos próximos dias. Entre eles está Adrienne Dalli, irmã de Maurizio Vadala, que afirmou que o luto passou a fazer parte de tudo o que faz desde a morte do irmão.

Law vendeu veneno a pessoas de pelo menos 41 países, entre eles China, França e Brasil. Uma declaração consensual dos fatos, assinada pela defesa e pela acusação, registra que ele vendeu 330 pacotes para pessoas no Reino Unido. Segundo os promotores canadenses, 79 mortes no país estão ligadas a ele.

Familiares questionam o fato de Law não responder por homicídio. Do lado de fora do tribunal, Bedoya disse que o réu deveria ser tratado como assassino em série e afirmou que ele não demonstra remorso.

Os promotores devem pedir uma pena severa pelo auxílio ao suicídio, possivelmente de até 20 anos, segundo especialistas jurídicos. Ainda não está claro quando Fuerst decidirá a sentença.

Law, que está na faixa dos 60 anos, foi chef de cozinha em um hotel de luxo no centro de Toronto antes de criar os fóruns online durante a pandemia da Covid-19. Ele foi preso em 2023. Em documentos judiciais, afirmou que apenas fornecia um produto e que não havia tomado a decisão final de encerrar a vida de ninguém.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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