Fernando Haddad afirmou que a liberação das apostas esportivas online, conhecidas como bets, ocorreu durante o governo de Michel Temer, e não nas gestões de Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao podcast Três Irmãos, o ex-ministro da Fazenda também criticou Jair Bolsonaro por não ter criado regras para o setor durante seu mandato.
Segundo Haddad, o governo Lula assumiu a regulamentação de um mercado que já funcionava sem controles considerados adequados. A administração federal estabeleceu regras para as plataformas, ampliou a fiscalização e adotou restrições para grupos vulneráveis.
“Não foi o Lula que liberou as bets, foi o Temer. Bolsonaro teve quatro anos para fazer alguma coisa e não fez nada”, escreveu Haddad. Na avaliação do ex-ministro, a gestão anterior não criou cobrança de impostos sobre os resultados financeiros das empresas nem proibiu o acesso de públicos específicos às apostas.
Entre as medidas citadas por Haddad estão a proibição da participação de beneficiários do Bolsa Família e de crianças. Ele também afirmou que qualquer pessoa pode solicitar a autoexclusão das casas de apostas, sem possibilidade de reverter posteriormente a decisão.
O Ministério da Saúde participa do atendimento e do acompanhamento de pessoas que desenvolveram dependência em jogos de apostas, de acordo com o ex-ministro. Haddad, porém, reconheceu que as medidas adotadas ainda não resolvem todos os problemas relacionados à expansão das bets.
“Isso é suficiente? Não. O problema é muito mais grave do que parece”, afirmou.
Haddad também disse que, antes da regulamentação implementada pelo governo atual, não havia cobrança de tributos sobre o lucro líquido das empresas do setor.



