SÃO PAULO — Os pescadores Walmir e Tiago desapareceram em Guatapará e foram encontrados mortos em locais próximos. A polícia ainda não informou a causa das mortes.
Desaparecimento e localização dos corpos
Os dois desapareceram na segunda-feira (31). Segundo o genro de Walmir, ele havia chegado a Guatapará por volta da 0h de 29 de agosto, em seu próprio carro e acompanhado de outro pescador. A família manteve contato com ele até a manhã de segunda-feira.
Por volta das 18h30, Walmir teria informado a terceiros que estava nas proximidades da Velha Fábrica de Celulose. Depois desse contato, não houve novas informações sobre o pescador.
O corpo de Walmir foi localizado na quarta-feira, na Rua João Caetano, em Rincão, município vizinho a Guatapará. Havia indícios de perfuração por arma. Um familiar procurou a delegacia de Matão para solicitar um exame necroscópico que ajudasse a identificar a causa da morte.
O corpo de Tiago foi encontrado na tarde de sexta-feira, no Rio Mogi-Guaçu, perto do ponto onde Walmir havia sido localizado. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, o corpo estava em avançado estado de decomposição. Um familiar fez a identificação por meio de uma tatuagem nas costas.
Relatos de ameaças
O genro disse à família e à polícia que Walmir havia relatado desavenças e ameaças relacionadas à atividade de pescador. Ele também afirmou ter tomado conhecimento de um alerta compartilhado em um grupo de pescadores, recomendando que a pesca fosse evitada na região de Guatapará.
A mensagem mencionava que estaria sendo preparada uma “armadilha” contra pescadores que atuavam no local. Até o momento, não há informações sobre as causas das mortes.



