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Observação de aves leva jovem a conduzir visitantes no interior do Acre

Izaias Gomes da Silva começou a observar pássaros em 2024 e hoje guia grupos na Serra do Divisor e em Mâncio Lima.

Observação de aves leva jovem a conduzir visitantes no interior do Acre
Foto: Arquivo/Marcus Kaschner

A fotografia de aves ajudou a ampliar os registros da fauna do Acre e abriu uma nova atividade profissional para Izaias Gomes da Silva, de 23 anos. Morador de Mâncio Lima, o jovem passou a conduzir visitantes interessados em conhecer espécies da região, principalmente na Serra do Divisor e na área urbana do município.

Do primeiro contato às trilhas

Izaias nasceu em Cruzeiro do Sul e cresceu em Mâncio Lima, parte do tempo próximo à Serra do Divisor. A aproximação com a observação de aves, porém, só ocorreu em 2024, durante uma oficina de observação e interpretação ambiental realizada em uma comunidade.

“Caí de paraquedas e não conhecia nada sobre o assunto, nunca tinha ouvido falar, na verdade”, contou Izaias. Durante uma atividade de campo, em 3 de junho daquele ano, ele acompanhou o biólogo e ornitólogo Ricardo Plácido. A experiência fez com que passasse a notar sons, cores e comportamentos de aves que antes poderiam passar despercebidos.

Entre as espécies que marcaram o início da trajetória estão o surucuá-pavão (Pharomachrus pavoninus) e o capitão-de-bigode-limão (Eubucco richardsoni). Depois da oficina, Izaias continuou percorrendo a floresta, muitas vezes sozinho, e usou um aplicativo de celular para identificar as aves.

Em junho de 2025, recebeu kits para auxiliar nas observações, com apoio de Ricardo Plácido. A primeira condução de visitantes ocorreu em setembro do ano passado. Em 2026, a procura aumentou, e o jovem passou a conduzir grupos regularmente na Serra do Divisor e em Mâncio Lima.

Registros e turismo

A atividade também resultou em imagens inéditas para o Acre na plataforma WikiAves. Izaias fez a primeira fotografia da choca-preta (Neoctantes niger) para o estado e registrou as primeiras fotografias do socoí-vermelho (Ixobrychus exilis) na plataforma.

Ele participou ainda de uma expedição ao ponto extremo Oeste do Brasil e à região do Marco 76, na fronteira com o Peru, integrando uma equipe com outros dois condutores. Também conduziu um grupo na Serra do Divisor em uma produção que apresentou a observação de aves como um dos atrativos turísticos do parque.

Em 2025, participou da Feira Internacional de Turismo (Festuris), em Gramado, no Rio Grande do Sul, ao lado da Secretaria de Turismo do Acre, para apresentar a Serra do Divisor como atração turística.

A prática de observar aves livres ganhou novos adeptos no Brasil. Conforme o 3º Censo Brasileiro de Observação de Aves, 38% dos praticantes disseram ter começado nos últimos quatro anos.

Atenção aos visitantes

Izaias estima já ter tido contato com mais de 350 espécies encontradas na região onde trabalha. Para conduzir os grupos, ele precisa considerar tanto as aves quanto o perfil dos visitantes: alguns querem fotografar, outros preferem registrar sons ou observar com binóculos.

O ritmo das trilhas é adaptado a cada grupo, enquanto a segurança dos participantes permanece como prioridade. Para Izaias, a observação também tem efeito sobre o bem-estar. “Mas, além disso, é uma terapia poder observar as aves”, comentou.

O jovem pretende continuar apresentando a biodiversidade amazônica e estimular o respeito pela fauna e pelos ambientes onde as espécies vivem. A observação, segundo ele, pode contribuir para levantar informações sobre a avifauna, acompanhar movimentos migratórios e aproximar as pessoas da conservação.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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