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Oficial da PM da Bahia é preso sob suspeita de favorecer milícia

Luiz Augusto Normanha de Carvalho recebia R$ 20.862,18 líquidos quando dirigia um colégio militar no oeste baiano.

Oficial da PM da Bahia é preso sob suspeita de favorecer milícia
Foto: Redes sociais

O tenente-coronel da Polícia Militar da Bahia Luiz Augusto Normanha de Carvalho foi preso na quarta-feira (7) sob suspeita de encobrir a atuação de uma milícia no oeste do estado. Quando dirigia o Colégio da Polícia Militar de Bom Jesus da Lapa, ele recebia R$ 20.862,18 de salário líquido, conforme o Portal da Transparência do Governo da Bahia.

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) afirma que o policial recebia pagamentos para deixar de combater o grupo investigado. Os repasses eram frequentes e geralmente chegavam a R$ 15 mil por mês. O oficial também teria recebido ajuda para despesas pessoais, entre elas boletos da faculdade da filha.

Segundo a investigação, a milícia prestava serviços de segurança para fazendeiros envolvidos em conflitos por terras. O grupo teria atuado durante mais de dez anos na região de Correntina, com ameaças e expulsões de comunidades tradicionais de suas terras.

A acusação sustenta que Luiz Augusto não apenas recebia dinheiro, mas também ajudava no funcionamento da estrutura. Entre as suspeitas está a participação na definição das escalas de vigilantes armados. O MP-BA também afirma que ele usou a influência do cargo para favorecer a contratação de serviços irregulares de segurança armada para um fazendeiro da região.

Carreira na Polícia Militar

Além de diretor do colégio, o tenente-coronel comandou a 30ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) de Santa Maria da Vitória até 2023. A unidade atende municípios do oeste baiano, área onde, de acordo com o MP-BA, o grupo atuava.

Luiz Augusto foi exonerado da direção do colégio em setembro de 2025, depois de ser alvo de outra investigação policial. Na ocasião, foi preso por posse ilegal de arma e liberado no dia seguinte. Mesmo após deixar o cargo de diretor, ele continuou na corporação como tenente-coronel.

De acordo com o MP-BA, os valores recebidos pelo oficial ultrapassaram R$ 260 mil.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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